Israel amplia poderes de comissão que investiga ataque

Nove pessoas morreram em ataque a comboio humanitário que ia para Gaza

EFE |

O Governo israelense aprovou neste domingo por unanimidade a ampliação limitada dos poderes da comissão interna que investiga o ataque ao comboio humanitário, no qual morreram nove cidadãos turcos. A decisão foi tomada na reunião semanal do Conselho de ministros, a pedido de Yacob Turkel, o juiz que lidera a comissão, que foi apresentada na segunda-feira e que convocará primeiro ao chefe de Governo, Benjamin Netanyahu; ao ministro da Defesa, Ehud Barak; e ao chefe do Estado-Maior, Gaby Ashkenazi.

O organismo poderá a partir de agora convocar testemunhas e pedir que declarem sob juramento, informou o Executivo em comunicado. No entanto, mantém suas principais limitações: seu objetivo continua sendo "esclarecer" os fatos (não atribuir responsabilidades aos políticos e militares que tomaram as decisões) e seus dois observadores internacionais (o norte-irlandês William David Trimble, prêmio Nobel da Paz, e o canadense Ken Watkin, ex-promotor geral do Exército do Canadá) não tem direito a voto.

Está mantida a proibição aos membros do comitê de interrogar aos soldados que participaram da abordagem, efetuado em águas internacionais em 31 de maio. Os juízes receberão apenas o resumo das respostas que deram ao grupo de analistas do próprio Exército israelense.

O objetivo da comissão será determinar se as ações do Estado de Israel para impedir a chegada do comboio humanitário a Gaza ocorreram de acordo com o direito internacional e pronunciar-se sobre a legalidade do bloqueio marítimo que mantém sobre a faixa palestina.

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