Israel prossegue neste domingo com os ataques aéreos na Faixa de Gaza, que deixaram pelo menos 271 mortos em menos de 24 horas, e ameaçou o movimento radical islâmico Hamas, que controla o território, com uma possível operação terrestre.

Reunido em caráter de emergência, o Conselho de Segurança da ONU pediu na manhã deste domingo o fim imediato de todas as atividades militares na Faixa de Gaza e exigiu que todas as partes enfrentem a crise humanitária no território.

O comunicado não vinculante não tem o mesmo peso de uma resolução.

O texto pede "o cessar imediato de toda violência" e às duas partes que "interrompam imediatamente todas as atividades militares".

O comunicado não menciona diretamente Israel, nem a organização radical islâmica palestina Hamas.

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, se disse favorável neste domingo a ampliar as operações do Exército contra alvos do Hamas.

Com a operação, Israel afirma que pretende acabar com os disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza, que se intensificaram desde o fim da trégua entre o Hamas e o Estado hebreu em 19 de dezembro.

Os ataques israelenses mataram pelo menos 271 palestinos, em sua maioria policiais do Hamas, e feriram 620 pessoas, segundo um balanço atualizado dos serviços de emergência palestinos.

Na manhã deste domingo, Israel voltou a atacar a cidade de Gaza, o campo de refugiados de Jabaliyah, o norte e o sul do território, nas cidades de Khan Yunes e Rafah.

Um dos ataques feriu 10 policiais do Hamas. Outra ação teve como alvo o edifício do "conselho de ministros" do Hamas em Gaza. As ruas da cidade de Gaza estavam praticamente desertas, com lojas e escolas fechadas em sinal de luto.

Na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e nas cidades árabes de Israel as lojas respeitaram uma greve de protesto.

No entanto, Israel parece determinado a ampliar os ataques, enquanto os disparos de foguetes do Hamas prosseguirem. Desde o início da operação militar israelense, 86 projéteis foram lançados e um deles matou uma civil no sábado.

O ministro israelense da Defesa afirmou neste domingo que "as FDI (Forças de Defesa Israelenses) expandirão e aprofundarão as operações em Gaza a tudo o que for necessário".

Barak não descartou ainda a possibilidade de uma operação terrestre na Faixa de Gaza.

Segundo a imprensa israelense, o Exército já teria começado a reunir tropas na fronteira com a Faixa de Gaza.

afp/fp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.