Israel alerta para que população de Gaza não se aproxime da fronteira

Jerusalém, 7 jan (EFE).- A Força Aérea israelense lançou hoje milhares de panfletos sobre a Faixa de Gaza para advertir à população que não se aproxime da fronteira, e indica as áreas críticas através de um mapa.

EFE |

Os panfletos, que causaram nervosismo entre a população devido às dramáticas consequências da ofensiva militar israelense de um ano atrás, foram lançados a partir de aviões de guerra hoje, principalmente no norte e no sul de Gaza, informa a agência palestina independente "Ma'an".

Neles, Israel adverte aos habitantes de Gaza que não se aproximem a menos de 300 metros da cerca fronteiriça, de onde as milícias costumam disparar seus foguetes.

Um dos panfletos qualifica como "áreas proibidas" terras pertencentes às localidades de Beit Lahiya, Bet Hanoun e Jabalya, no norte de Gaza; às de Khan Yunis, Khuza e Abasan, no centro; e às de Rafah, no sul.

Rafah é a cidade fronteiriça sob a qual o movimento islâmico Hamas, e outras milícias e grupos criminosos, cavaram centenas de túneis para o Egito que servem para o contrabando de armas e de todo tipo de produtos para abastecer a população, que vive sob bloqueio israelense desde 2007.

Um segundo panfleto adverte que a Força Aérea continuará bombardeando a área fronteiriça entre Gaza e Egito para tentar destruir os túneis.

"Os túneis sob suas casas (...) são uma ameaça para vocês, para a vida de seus filhos e para a integridade de seus bens", diz o texto, escrito em árabe.

O serviço de inteligência militar israelense também inclui um endereço de e-mail e um número de telefone para quem quiser denunciar os contrabandistas.

O "bombardeio" de panfletos coincidiu com um novo fechamento hoje da passagem comercial de Kerem Shalom, por onde entra a ajuda humanitária a Gaza, após o disparo por milicianos palestinos de entre cinco e sete bombas contra o terminal, confirmaram ambas as partes.

"Dois projéteis caíram dentro do terminal e, nessas condições, não podemos trabalhar, porque arriscamos as vidas dos trabalhadores", disse à Agência Efe um porta-voz militar israelense.

Ao assumir a autoria do ataque, os Comitês Populares de Resistência indicaram que foi a resposta a um bombardeio israelense na terça-feira, no qual vários de seus homens morreram ou ficaram feridos.

Hoje, estava prevista a entrada em Gaza de entre 86 e 96 caminhões, segundo a "Ma'an". EFE sar-elb/an

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