Jerusalém, 24 dez (EFE).- O diretor-geral adjunto do Ministério de Assuntos Exteriores de Israel, Rafi Barak, afirmou hoje que as negociações de paz entre israelenses e palestinos continuam de forma discreta, por acordo das partes e para impedir que o vazamento de informações prejudiquem o processo.

Barak recebeu na sede do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, em Jerusalém, uma delegação da plataforma de mulheres artistas contra a violência, que durante sete dias percorre Israel e Cisjordânia.

Segundo o funcionário israelense, as negociações não são divulgadas "porque, em ambos os lados, há pessoas que não apóiam o processo e não podemos nos permitir o luxo de fracassar outra vez".

Barak disse que as negociações são baseadas nos cinco pontos que foram negociados em outros encontros: as fronteiras, a segurança, os assentamentos judaicos, o tema dos refugiados e Jerusalém.

Sobre as eleições israelenses, que acontecerão em 10 de fevereiro, Barak disse que não influirão no processo de paz, pois "os partidos mais importantes estão de acordo em continuar as negociações com os palestinos." O representante do Ministério de Exteriores disse que os acordos de paz acontecerão entre a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o Governo de Israel, e "quando as negociações chegarem ao final, (o presidente palestino, Mahmoud) Abbas dirá: 'chegamos a um acordo, quem quer aderir'".

Sobre a trégua em Gaza, que começou em junho e, aparentemente, concluiu no último dia 19, Barak disse que Israel se retirou do território palestino "fazendo um grande esforço", e agora a zona se transformou "em uma base de terroristas que nenhum país pode permitir".

Em relação a uma hipotética nova trégua em Gaza, disse que o porta-voz do Hamas que a ofereceu não esclareceu se falava em nome próprio ou no de todas as facções.

Barak se remeteu ao papel de negociador do Egito na anterior trégua, que é - disse - "o mesmo que desempenha agora". EFE cla/an

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