Israel adota medidas de represália a membros do Hamas presos

Jerusalém, 29 mar (EFE).- O Governo israelense aprovou hoje medidas de represália contra os presos do Hamas nas prisões do país, devido ao fracasso das negociações de uma troca para libertar o soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado em Gaza em 2006.

EFE |

"Que sejamos a única democracia do Oriente Médio não significa que tenhamos que ser os únicos bobos. Não devemos mostrar fraqueza", disse Daniel Friedman, ministro da Justiça e promotor da iniciativa, na reunião semanal do conselho de ministros.

A medida consiste em retirar dos detentos do Hamas todas as prerrogativas que vão além do mínimo imprescindível determinado pelo Direito Internacional.

Os presos, com isso, verão drasticamente limitadas as visitas de parentes e terão revogadas as possibilidades de estudar à distância nas universidades ou de se matricular em institutos.

Eles também não poderão ler jornais, ouvir rádio ou ver televisão.

As normas para entrega de dinheiro para uso nas cantinas das prisões, onde há, no total, 11 mil presos palestinos, serão endurecidas.

As autoridades penitenciárias israelenses anunciaram na reunião do gabinete que as recomendações serão aplicadas em breve.

Há duas semanas, Israel e Hamas deram por fracassados os contatos indiretos com mediação egípcia para conseguir uma troca devido a divergências envolvendo o número, a identidade e, principalmente, o destino dos detentos palestinos que seriam libertados em troca de Shalit. EFE ap/db

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