Israel adia visita de general ao Egito para discutir cessar-fogo

A visita ao Cairo de um alto funcionário do ministério da Defesa de Israel, Amos Gilad, prevista para esta segunda-feira para discutir um eventual cessar-fogo em Gaza, foi adiada em pelo menos um dia.

Redação com agências internacionais |

O general da reserva Gilad, principal conselheiro do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, deveria se reunir no Cairo com o chefe do serviços de inteligência egípcio, Omar Suleiman, homem chave nas negociações.

O Egito tentou no domingo convencer o grupo radical palestino Hamas a aceitar um cessar-fogo em Gaza, antes de qualquer negociação.

De acordo com a rádio pública israelense, o governo de Israel optou pelo adiamento da visita de Gilad para aumentar a pressão militar sobre o Hamas, no momento em que o Exército hebreu afirma ter afetado duramente o braço armado do grupo.

Combates neste domingo

O Exército israelense atacou hoje mais de 40 alvos do Hamas em Gaza, entre eles cerca de 20 túneis, cerca de 15 células de milicianos, sete depósitos ou centros de fabricação de armas e várias plataformas de lançamento de foguetes.

Reuters

Ofensiva de Israel em breve entrará em sua terceira fase

Segundo general, ofensiva de Israel em breve entrará em sua terceira fase

Segundo o chefe do serviço de emergências em Gaza, Muawiya Hassanein, 38 pessoas morreram e pelo menos 80 ficaram feridas por causa dos ataques que as forças israelenses realizaram neste dia. Hassanein afirmou que se trata de um dos dias "mais sangrentos" em 16 dias de ofensiva israelense.

O bairro de Sheikh Aylin, na periferia da cidade de Gaza, foi cenário esta manhã de um combate terrestre, quando milicianos do Hamas e de outros grupos armados enfrentaram soldados israelenses que penetraram na área.

Após a retirada de soldados israelenses, que receberam o apoio de uma coluna de veículos blindados, as ambulâncias recolheram das ruas os corpos de 12 combatentes palestinos.

Fósforo branco

No sábado à noite, fontes médicas palestinas acusaram militares israelenses de disparar contra um povoado munição de fósforo branco, substância capaz de provocar queimaduras graves, normalmente usada como bomba de fumaça.

O governo israelense desmentiu as acusações veementemente. Bombas de fósforo branco são proibidas, de acordo com convenções internacionais de guerra.

17º dia de bombardeios

Mais de 900 pessoas morreram em 17 dias de ofensiva israelense contra o Hamas na Faixa de Gaza, informou o chefe dos serviços de emergência do território palestino.

Desde que Israel iniciou a operação em resposta ao lançamento de foguetes contra seu território, pelo menos 905 palestinos morreram e 3.950 foram feridos, de acordo com Muawiya Hassanein.

Entre as vítimas fatais estão 277 crianças, completou Hassanein.

**Com informações da EFE, AFP e BBC Brasil**

17º dia de ataques

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