Na Índia, a explosão de um carro da embaixada em Nova Délhi feriu quatro, enquanto atentado similar foi frustrado em Tbilisi

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta segunda-feira seu arqui-inimigo Irã e o grupo libanês Hezbollah pela explosão de um carro da embaixada na Índia e um atentado similar, porém frustrado, na Geórgia. O Irã negou a acusação.

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Equipes observam carro da Embaixada de Israel em Nova Délhi que foi alvo de explosão
AP
Equipes observam carro da Embaixada de Israel em Nova Délhi que foi alvo de explosão

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As bombas, que feriram quatro pessoas, ameaçaram aumentar ainda mais as tensões já elevadas entre o Irã, que é acusado de desenvolver um programa de armas nucleares , e Israel, que descreve tal programa como uma ameaça à existência do Estado judeu.

A violência acontece em meio a comentários recentes de autoridades israelenses que levantaram preocupações de que Israel pode estar preparando um ataque contra as instalações nucleares do Irã. Os EUA e outros países ocidentais pedem que o país dê mais tempo para as sanções . O Irã já acusou Israel de ataques encobertos contra seu programa atômico, incluindo assassinatos de autoridades e cientistas graduados.

Os ataques desta segunda-feira parecem ter sido lançados com bombas presas aos carros por ímãs. Armas similares foram usadas contra os cientistas nucleares do Irã , alimentando suspeitas de que as ações desta segunda-feira foram uma retaliação elaboradas para imitar tais atentados.

“Hoje testemunhamos duas ofensivas terroristas contra civis inocentes”, afirmou Netanyahu. “O Irã está por trás desses ataques e é o maior exportador de terrorismo em todo o mundo.”

De acordo com autoridades, a explosão no carro do diplomata israelense em Nova Délhi, que estava estacionado em local perto da embaixada em Nova Délhi, foi causada aparentemente por um motociclista e deixou quatro feridos. De acordo com Israel, uma tentativa de explodir um carro da Embaixada de Israel em Tbilisi, na Geórgia, foi frustrada. Segundo o governo da Geórgia, os explosivos foram descobertos antes de serem detonados.

Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelos ataques, mas Netanyahu disse que Israel frustrou ações semelhantes no Azerbaijão e na Tailândia recentemente. “Em todos esses casos, os elementos por trás eram do Irã e do Hezbollah”, afirmou o premiê, prometendo “agir com mão de ferro contra o terror internacional”.

Autoridades iranianas classificaram as acusações como infundadas. "Rejeitamos categoricamente as acusações do regime sionista. São parte de uma guerra de propaganda", disse o porta-voz da chancelaria iraniana, Ramin Mehmanparast, citado pelo canal de televisão em língua árabe Al-Alam. "O Irã condena todos os atos de terrorismo", acrescentou.

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Além do Irã, o Hezbollah tem profundas diferenças com o Estado judeu. O grupo libanês combateu Israel em uma guerra de um mês de duração em 2006 e, no domingo, marcou o aniversário da morte de Imad Mughniyeh, um de seus comandantes, em um ataque de 2008 que acredita ter sido obra de Israel.

Repercussão

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou nesta segunda-feira nos os atentados contra funcionários das embaixadas de Israel e disse que Washington se dispõe a participar de qualquer investigação sobre os acontecimentos.

"Condeno nos termos mais enérgicos possíveis a explosão de um veículo diplomático israelense na Índia e a tentativa de ataque contra a equipe da embaixada de Israel na Geórgia", disse Hillary, em comunicado. "O flagelo do terrorismo é uma afronta contra a comunidade internacional", acrescentou.

"Os Estados Unidos atribuem uma alta prioridade à segurança da equipe diplomática em todo o mundo e estão prontos a participar de qualquer investigação sobre essas ações covardes", destacou. "Nosso pensamentos e orações estão com os feridos em Nova Délhi e seus entes queridos", disse a chefe da diplomacia americana.

Com AP, BBC e AFP

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