Israel acusa Finul de esconder dados da ONU para evitar atritos com o Hisbolá

Jerusalém, 28 abr (EFE).- Israel acredita que a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) esconde deliberadamente dados ao Conselho de Segurança da ONU sobre as atividades do Hisbolá para evitar atritos com a milícia libanesa.

EFE |

Fontes oficiais israelenses, que pediram para não serem identificadas, disseram à Agência Efe que, nos últimos seis meses, soldados da Finul identificaram pelo menos quatro vezes membros armados do Hisbolá ao sul do rio Litani, mas não fizeram nada nem apresentaram um relatório do incidente ao Conselho de Segurança da ONU.

As fontes disseram que Israel está "decepcionado" com esta força - formada por 13.000 capacetes azuis -, porque considera que informar plenamente o Conselho de Segurança é o "mínimo" exigido, dentro das missões determinadas pela resolução 1.701 do órgão, que, em agosto de 2006, colocou fim ao confronto entre Israel e Hisbolá.

A diplomacia e o Exército israelense estimam que o oficial italiano Claudio Graziano interpreta seu mandato com indulgência, segundo o jornal "Ha'aretz", que revelou hoje este mal-estar na cúpula israelense.

A portas fechadas, altos comandantes militares israelenses acusaram Graziano de "apresentar meias verdades para evitar situações embaraçosas e conflitos com o Hisbolá", segundo o jornal.

"Há uma tentativa por vários agentes nas Nações Unidas de induzir ao erro o Conselho de Segurança e 'limpar' tudo o que tenha a ver com o reforço do Hisbolá no sul do Líbano", disse um alto funcionário governamental israelense.

"Nós enviamos aviões para fotografar o que está acontecendo, e isso não corresponde com os relatórios da Finul. O problema é que, quando o Conselho de Segurança tiver que decidir sobre o assunto, estará mal informado", disse a fonte consultada pela Efe.

A inteligência militar israelense está convencida de que o Hisbolá se rearmou e tem agora a mesma ou maior capacidade de destruição que há dois anos, quando lançou sobre o Estado judeu centenas de foguetes Katyusha durante 34 dias. EFE ap/an

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