Israel acha que humilhação a embaixador turco em Tel Aviv funcionou

Jerusalém, 26 jan (EFE).- A diplomacia israelense acredita que a humilhação causada pelo vice-ministro de Exteriores, Danny Ayalon, ao embaixador turco em Tel Aviv, Ahmet Oguz Celikol, no último dia 11 funcionou, porque colocou Ancara em seu lugar, afirma um relatório interno.

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A afronta, pela qual Israel se desculpou depois perante as ameaças do presidente turco, Abdullah Gül, de retirar o embaixador, consistiu em convocar Oguz Celikol a uma reunião na qual ele sentou em uma poltrona mais baixa, só havia a bandeira israelense e Ayalon se negou a cumprimentá-lo frente aos jornalistas.

A reunião, organizada em protesto contra uma série em uma televisão privada turca que - segundo Israel - alimenta o antissemitismo, aconteceu no escritório de Ayalon no Parlamento, em vez de no Ministério de Exteriores, como é habitual, e foi precedida de uma espera do embaixador no corredor, contra o protocolo.

O citado relatório, citado hoje pelo jornal "Ha'aretz", reconhece que a ação pode ter irritado Ancara para vários anos, mas acredita também que serviu para passar a mensagem correta.

"A forma como os altos dirigentes turcos, incluindo (o primeiro-ministro, Recep Tayyip) Erdogan, colocaram fim à crise pode indicar que a Turquia reconhece que cruzou a linha vermelha e (ultrapassou) os limites da paciência do Governo israelense", diz o documento, elaborado pelo Centro de Pesquisa Política, que realiza as análises de inteligência do Ministério de Exteriores. EFE ap/an

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