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Isolamento de Gaza é devastador para civis palestinos, diz ONU

Nações Unidas, 3 abr (EFE).- O prolongado isolamento ao qual Gaza está submetida é devastador para sua população civil e impede que se recupere da ofensiva militar israelense que sofreu há três meses, afirmou hoje o diretor na Faixa da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), John Ging.

EFE |

O diplomata afirmou que o limitado número de mercadorias que os israelenses permitem passar pelos postos fronteiriços é "totalmente inadequado" para satisfazer às necessidades básicas dos 1,5 milhão de habitantes desse território.

O fechamento "tem um impacto devastador nas condições de vida e também no estado de ânimo da população da zona", ressaltou.

Ging afirmou que a abertura dos passos é "a primeira, a segunda e a terceira prioridade" para iniciar a recuperação do território das perdas sofridas durante a incursão israelense.

Mais de 1.400 palestinos, em sua maioria civis, morreram durante a ofensiva que o Exército israelense realizou em Gaza entre dezembro e janeiro contra o Hamas para tentar deter o lançamento de foguetes contra as cidades do sul de Israel.

Os bombardeios destruíram milhares de casas, escolas e edifícios públicos, além de terem deteriorado a precária infraestrutura do pequeno território, segundo as autoridades palestinas.

O responsável de UNRWA em Gaza lamentou que os israelenses ainda impeçam a passagem de materiais como cimento e aço, necessários para consertar os danos causados pelos ataques.

Por isso, pediu ao Governo de Israel para abrir completamente as passagens, tanto as que permanecem fechadas o dia inteiro quanto as que ficam apenas parcialmente.

"A recuperação não pode começar até que a assistência humanitária possa entrar na Faixa", ressaltou.

Ao mesmo tempo, Ging exigiu que se assumam "responsabilidades" pelas ações realizadas durante o conflito que poderiam ter violado o direito internacional.

"A retórica dos extremistas é que as leis não importam e devem ser deixadas de lado, e não podemos permitir que esse discurso seja o que se imponha", acrescentou. EFE jju/db

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