Islândia chama embaixador dos EUA por investigação de deputada pró-WikiLeaks

EUA exigiram do Twitter informações sobre a conta do site de vazamentos e de deputada islandesa simpatizante do WikiLeaks

EFE |

O embaixador dos Estados Unidos na Islândia foi convocado nesta segunda-feira pelo governo de Reykjavik por causa da sentença de um tribunal americano que exige ao microblog Twitter informações sobre uma deputada islandesa simpatizante do site WikiLeaks.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, indicou que o diplomata Luis Arreaga "teve uma conversa construtiva com o Ministério de Assuntos Exteriores da Islândia e ouviu atentamente suas preocupações".

"Aproveitamos a oportunidade para ressaltar o quão sério o Governo dos Estados Unidos considera a publicação não autorizada de informações secretas e o dano que elas causaram", explicou Crowley, referindo-se ao vazamento de telegramas confidenciais da diplomacia americana pelo WikiLeaks.

"Nosso embaixador assegurou ao governo da Islândia que uma investigação do Departamento de Justiça está sendo realizada de acordo com as leis americanas e está submetida a todas as normas do Estado de Direito e do devido processo legal consagradas na Constituição americana e na lei federal", destacou o porta-voz.

Uma ordem judicial emitida em 14 de dezembro por um tribunal americano exige à rede social Twitter informações sobre a conta do WikiLeaks, bem como de detalhes pessoais de seu fundador, Julian Assange, e de vários simpatizantes da organização.

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