Os islamita somalis conhecidos como shebab reivindicaram nesta quinta o atentado que matou o ministro da Segurança Interna e outras 19 pessoas na cidade de Beledweyne.

"Os combatientes dos shebab realizaram este ataque em Beledweyne; um dos mujahedines entrou com seu veículo carregado com explosivos em um edifício em que se encontravam o infiel e outros membros de seu grupo", afirmou um dos porta-vozes dos shebab, xeque Ali Mohamud Rage, durante coletiva de imprensa em Mogadíscio.

"Os infiéis foram eliminados", acrescentou.

O atentado suicida matou o ministro somali de Segurança Interna, Omar Hashi Aden, em Beledweyne (norte de Mogadíscio), e deixou pelo menos 20 mortos e 30 feridos, segundo um balanço divulgado pelas autoridades da cidade.

"O balanço chegou a 20 mortos, em sua maioria membros das forças de segurança que protegiam o ministro quando aconteceu o ataque", afirmou um líder tradicional, Abdi Sheik Guled, entrevistado por telefone pela AFP.

O ataque, que também matou o ex-embaixador da Somália na Etiópia, foi cometido por um terrorista que jogou seu carro-bomba contra o hotel Medina en Beledweyne (300 km ao norte de Mogadíscio).

O atentado aconteceu 24 horas depois de um dia particularmente violento, com 26 pessoas mortas, incluindo o chefe de polícia da região de Mogadíscio, em novos confrontos na capital somali.

Em 7 de maio os islamitas extremistas de Shehab e da milícia Hezb Al-Islamiya iniciaram uma ofensiva sem precedentes em Mogadíscio, o que motivou uma contraofensiva em 22 de maio da parte das forças leais ao presidente Sharif Sheik Ahmed.

Desde o início dos combates em maio, mais de 300 pessoas morreram, entre civis e combatentes.

Segundo a ONU, mais de 122.000 pessoas foram deslocadas na última onda de violência em um país afetado em uma guerra civil desde 1991.

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