Islamitas radicais avançam nas legislativas do Kuwait

Os islamitas radicais conseguiram um avanço significativo nas eleições legislativas do Kuwait de sábado, após a divulgação de quase todos os resultados neste domingo, segundo os quais nenhuma mulher das 27 candidatas foi eleita.

AFP |

Com base nos resultados definitivos em quatro circunscrições e os resultados semi-oficiais na quinta, a Aliança Islâmica Salafista (AIS) dos radicais sunitas e seus aliados obtiveram 10 das 50 cadeiras do Parlamento, dobrando sua representação na câmara.

No total, o conjunto dos islamitas sunitas ocupa 21 cadeiras, quatro mais que na última câmara, dissolvida em março após conflitos entre vários deputados e o governo.

A crise ocorreu após uma campanha contra ativistas da minoria xiita que, em um país governado por uma família real sunita, homenagearam o líder do Hezbollah xiita libanês Imad Mughnieh, morto em Damasco em um atentado.

O Movimento Islâmico Constitucional (MIC), braço político dos Irmãos Mulçumanos, composto por sunitas moderados, sofreu um retrocesso, ao conservar apenas metade das seis cadeiras que tinha no Parlamento anterior.

A minoria xiita conseguiu uma nova representação, somando agora cinco deputados.

Os xiitas compõem um terço da população do Kuwait, que conta com pouco mais de um milhão de habitantes.

Além disso, nenhuma mulher das 27 candidatas foi eleita.

Essa foi a segunda vez na história que as mulheres do país puderam votar e se apresentar como candidatas em eleições legislativas.

O Parlamento é eleito por voto universal, mas o governo não precisa de apoio de uma maioria e a dinastia dos Al-Sabah controla os principais ministérios do país, que é o quarto maior exportador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

oh/fb

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