Islâmicos da Somália proclamam obediência a Osama bin Laden

Em um novo vídeo de propaganda, os rebeldes islâmicos da Somália, os shebab, se declararam a serviço de Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al-Qaeda, e se comprometeram a seguir o caminho da jihad (guerra santa).

AFP |

Intitulada "Labaik ya Osama" (A teu serviço Osama, em árabe), este vídeo de 48 minutos começou a ser divulgado domingo, por ocasião do fim do mês de jejum do ramadã, tanto nos sites islâmicos como nas ruas de Mogadiscio, sob a forma de CD.

"Reçeba nossas saudações e alegre-se", proclama uma voz apresentada como sendo a do líder dos shebab, xeque Mukhtar Abu Zubair, dirigindo-se a Bin Laden.

"Esperamos que nos guie no caminho da jihad (...), num momento em que o combate contra o ocupante se une à luta para instaurar um Estado islâmico" nna Somália, prossegue Abu Zubair na gravação.

No vídeo, milicianos islâmicos de uniforme e keffieh aparecem treinando em um percurso do combatente feito de sacos de areia e arame farpado, atirando com kalashnikov ou manobrando no meio de edifícios em ruínas.

Também se pode ver um desfile de caminhões e jipes com metralhadoras 12.7 mm ou baterias antiaéreas cheios de combatentes, e shebab correndo nas ruas de Mogadiscio aos gritos de "Allah Abkar" (Alá é grande, em árabe).

Outras imagens mostram corpos apresentados como "vítimas das atrocidades" dos "cruzados" da força de paz da União Africana (Amisom).

Com legendas em árabe e em inglês, o vídeo, com produção impecável, é entrecortado com trechos de um discurso áudio de "xeque Osama bin Laden", que lançara em março passado um apelo à jihad e à derrubada do "presidente apóstata" Sheikh Sharif Ahmed.

O documento é anterior ao mortífero ataque suicida perpetrado na quinta-feira pelos shebab contra a Amisom e à morte de um chefe local da Al-Qaeda.

A gravação mostra a intensificação da propaganda dos shebab, que buscam utilizar ao máximo a internet para participar cada vez mais ativamente da jihad virtual.

Para o pesquisador Dominique Thomas, "Labaik ya Osama" também demonstra a "influência crescente" da Al-Qaeda sobre os rebeldes somalis.

Os shebab aparecem no vídeo com a bandeira negra marcada do símbolo do profeta, que se tornou a bandeira da Al-Qaeda no Iraque, um sinal de que "os shebab querem mostrar claramente que pertencem ao salafismo jihadista", segundo o pesquisador.

Um militante americano chamado Abu Mansoor al-Amriki aparece várias vezes no vídeo dando aulas de instrução tática a um pequeno grupo de combatentes mascarados.

hba/yw

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