Islamabad admite ação de paquistaneses em massacre de Mumbai

Islamabad, 12 fev (EFE).- O Governo do Paquistão reconheceu hoje pela primeira vez que o massacre terrorista de Mumbai, na Índia -que matou 179 pessoas de novembro do ano passado- foi planejado em parte em seu território e anunciou que abriu um ação judicial para julgar os culpados.

EFE |

Em entrevista coletiva em Islamabad, o ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, afirmou que seis suspeitos foram presos por suspeita de participação nos ataques, alguns dos quais, segundo ele, pertencentes ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), ao qual a Índia atribuiu o atentado desde o início.

"Parte da conspiração aconteceu no Paquistão e parte na Índia.

Dois indivíduos que desempenharam um papel muito importante estão sob nossa custódia", afirmou Malik, que provocou Nova Délhi a "oferecer maior cooperação" para avançar na investigação e apresentar "provas consistentes" à Justiça.

"Fizemos nossa parte. O resultado é uma amostra sincera de nosso compromisso. Mas precisamos de ajuda da Índia", alfinetou.

Malik acrescentou que as autoridades passarão em breve para o Governo indiano 30 perguntas "fundamentais" para prosseguir com suas investigações.

Ele afirmou ainda que o atentado teve apoio financeiro, logístico e de comunicação a partir de outros países, entre eles Espanha, Itália e Áustria.

Esta é a primeira revelação oficial do relatório preliminar que o Paquistão elaborou nas últimas semanas após receber um dossiê da Índia.

A Índia chegou inclusive a acusar membros dos serviços secretos paquistaneses pelo massacre, o que Islamabad negou e que até agora não pôde ser comprovado. EFE igb/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG