Isarel revive atentado com escavadeira em Jerusalém: 16 feridos e o autor morto

Um palestino de Jerusalém-leste repetiu nesta terça-feira o atentado com uma escavadeira realizado em Jerusalém no último dia 2 de julho, deixando 16 israelenses feridos, sendo um em estado grave, antes de ser morto por um guarda de fronteira.

AFP |

Ao comando de uma escavadeira amarela, Ghassan Abu Tir, 22 anos, nascido em uma vila situada na parte oriental da cidade sagrada, Umm Tuba, próximo a Belém (Cisjordânia), tentou virar um ônibus, antes de atingir diversos carros estacionados.

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Homem foi morto a tiros por soldados da fronterira de Israel

O atentado ocorreu a algumas dezenas de metros do hotel King David onde o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barrack Obama deverá ficar hospedado a partir da noite desta terça-feira para realizar uma visita de 24 horas a Israel e à Cisjordânia ocupada.

"É uma repetição do que aconteceu no dia 2 de julho", declarou a jornalistas o chefe da Polícia de Jerusalém Aharon Franco.

Nesse dia, Hossam Dwayyat, 30 anos, um palestino de Jerusalém-Leste no comando de uma escavadeira idêntica matou três israelenses e feriu 45 pessoas em pleno centro antes de ser morto.

O autor do atentado desta terça-feira "atacou um ônibus, mas o motorista do veículo conseguiu desviar. Depois se voltou para a calçada e atingiu cinco carros", acrescentou Franco.

Um civil israelense sacou sua arma e abriu fogo na direção do homem, antes que um guarda de fronteira o matasse com vários tiros.

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Uma pessoa ficou gravemente ferida no ataque

O palestino teve tempo de ferir 16 pessoas, sendo que uma com gravidade, atingida nos joelhos, indicaram os serviços de emergência.

"A Polícia e o Shin Beth (segurança interior) examinam a situação. É a segunda vez. Já tomamos medidas. Devemos intensificar nossas ações na região", disse Aharon Franco.

Segundo os primeiros elementos apresentados pela Polícia, o guarda fronteiriço alcançou por trás a escavadeira, saltou e atirou diversas vezes, matando o condutor.

Nas calçadas próximas ao King David, pessoas sentavam-se em estado de choque, indicou um correspondente da AFP.

Vários helicópteros sobrevoavam o local do atentado.

"Trata-se de uma nova tentativa de matar pessoas inocentes em um ato terrorista insensato", declarou à AFP o porta-voz da Presidência do Conselho Mark Regev.

"Todas as pessoas que acreditam na paz e na reconciliação devem condenar esse ataque sem hesitar. Devemos permanecer vigilantes frente ao terrorismo", disse.

Uri Lupolianski, prefeito da cidade, considerou: "tivemos sorte. Os feridos não estão em estado muito grave. Mais uma vez, foi um morador de Jerusalém-Leste. Fechamos a porta e eles entram pela janela".

"É preciso demolir a casa do terrorista. Só assim eles entenderão", disse ao canal 10 de TV.

"O governo deve punir as famílias desses terroristas, demolir suas casas. Mas eles fazem isso porque sabem que não serão punidos. A família desse homem provavelmente vai comemorar o atentado em total impunidade", disse o jovem israelense Nathaniel Sterman, 16 anos.

Para Moshé Feiglin, um militante ultra-nacionalista, testemunha do ataque, "não há dúvida de que é preciso parar definitivamente de dar empregos aos árabes".

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