Isaf assume que matou e feriu civis e nomeia equipe de investigação

Cabul, 8 set (EFE).- A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) reconheceu hoje que o bombardeio da sexta-feira em Kunduz, no norte afegão, matou e feriu civis, e anunciou a nomeação formal de uma equipe para investigar os fatos.

EFE |

O chefe das tropas internacionais no país, Stanley McChrystal, nomeou uma equipe de investigação liderada liderado pelo general canadense C. S. Sullivan e formado por um oficial dos EUA, um alemão e um assessor legal, informou a organização em comunicado .

"Uma avaliação inicial realizada no lugar por McChrystal e vários membros de sua equipe concluíram que civis tinham morrido e resultado feridos no bombardeio", afirmou a nota.

O ataque aconteceu no dia 3 de setembro no distrito de Chahar Dara e desde o princípio porta-vozes afegãos informaram da morte de várias dezenas de insurgentes, mas admitiram por sua vez também havia civis.

O bombardeio tinha como objetivo destruir dois caminhões de combustível roubados horas antes pelos talibãs, aproveitando que os veículos tinham ficado parados no trânsito próximos ao rio Kunduz.

Segundo os primeiros indícios, os oficiais alemães pensaram que não havia civis na zona, sem saber que os insurgentes tinham dado o sinal verde aos aldeões para que levassem o combustível dos veículos.

Os talibãs publicaram uma lista com 79 nomes de vítimas, entre as quais há 27 menores de idade, e negaram que houvesse insurgentes entre os falecidos.

Segundo a Isaf, os trabalhos dos oficiais de investigação levarão várias semanas e serão realizados em coordenação com outra equipe nomeada e enviada pelo presidente afegão, Hamid Karzai.

"Que erro de julgamento. Mais de 90 mortos por um simples caminhão, que além disso estava parado no leito de um rio", se indignou Karzai em entrevista publicada ontem pelo diário francês "Le Figaro".

Os resultados da investigação serão agora compartilhados com as autoridades afegãs e as alemãs. EFE lo-daa/fk

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