Isabel Allende diz que direita chilena não repetiria golpe

Granada (Espanha), 31 jan (EFE).- A escritora Isabel Allende, vice-presidente do Partido Socialista chileno e filha do ex-presidente Salvador Allende, diz acreditar que a atual direita do país aprendeu e não repetiria a história, em referência ao golpe liderado pelo general Augusto Pinochet que derrubou e matou seu pai em 1973.

EFE |

Ela disse que se sente "particularmente emocionada" com a decisão da Corte de Apelações de Santiago do Chile, que recentemente confirmou as sentenças impostas a nove repressores durante a ditadura chilena pelo assassinato do general Carlos Prats e de sua mulher, em Buenos Aires, em 1974.

"É o triunfo do não-esquecimento e da Justiça", disse à Agência Efe, afirmando que, "apesar de a recuperação da memória histórica ser um processo muito lento, no final o Chile conseguirá superar seu passado".

A "dor" que fica, segundo ela é que Pinochet, que governou o país com mão de ferro de 1973 a 1990, "tenha conseguido se livrar da Justiça e terminado seus dias sem nenhuma condenação", apesar de atualmente existirem mais de 400 processos abertos contra o antigo aparelho repressor chileno.

Ao mesmo tempo, Isabel Allende chamou de "maravilhoso o que aconteceu na democracia latino-americana destes anos, que permitiu que alguns países sejam governados por pessoas que há até pouco tempo eram impensáveis", dando como exemplo o presidente da Bolívia, Evo Morales. EFE ajg/jp

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