Irregular, Brasil cai ante EUA e está fora da decisão da Liga Mundial

Rio de Janeiro, 26 jul (EFE).- Em uma atuação com altos e baixos, o Brasil perdeu neste sábado para os Estados Unidos por 3 sets a 0, com parciais de 25-23, 25-22 e 27-25, na semi da Liga Mundial de vôlei, cuja fase final este ano é disputada no Maracanãzinho.

EFE |

Como previsto, o jogo começou muito disputado. O Brasil conseguia bons ataques, mas a defesa americana estava precisa e dificultava as ações da seleção. Destaque para o bloqueio, que conseguiu pelo menos três pontos importantes e colocou a equipe à frente no placar (8 a 7) na primeira parada técnica.

A seleção pareceu desconcentrada na volta. Errando bastante, chegou a estar em desvantagem, mas reverteu a situação adversa e virou para 13 a 12.

Ao contrário das outras partidas, o Brasil não apresentava bom aproveitamento nos fundamentos, principalmente no saque. Por conta disso e da boa atuação americana, nenhuma das seleções conseguia abrir muita distância no marcador.

Após fazer 18 a 16 e deixar os americanos igualarem em 19, Bernardinho pediu tempo para falar sobre os erros da equipe. Mas os Estados Unidos chegaram ao set point num ataque para fora de Gustavo que teria batido num adversário.

Nervosos após discutirem com o árbitro, os brasileiros fizeram o ponto seguinte, mas acabaram perdendo a parcial por 25 a 23 num belo ataque de Priddy.

O Brasil começou o segundo set com um ace de Dante, mas novamente os Estados Unidos igualaram as ações e chegaram a abrir 7 a 5. A equipe brasileira até tentava encostar o placar, mas esbarrava na boa defesa americana e em algumas interpretações equivocadas do árbitro.

Para tentar reverter a situação, Bernardinho fez mudanças na equipe, como a entrada de Samuel no lugar de André Nascimento. Ele até conseguiu um bloqueio individual no primeiro ponto em quadra, mas não foi suficiente para tirar a vantagem de três a quatro pontos dos EUA - que chegou a ficar com 19 a 15 no marcador.

A torcida presente ao Maracanãzinho começou a incentivar a seleção rumo à virada. Ao final do set, os Estados Unidos chegaram a estar vencendo apenas por 24 a 22, mas conseguiram fechar num ataque cruzado de Stanley.

Precisando da vitória para se manter na partida, o Brasil começou mal o terceiro set, errando muito e deixando que os EUA conseguissem um placar de 3 a 1. Contudo, os jogadores não mostraram o mesmo desânimo e, numa condução do levantador americano Ball, foram para a primeira parada técnica à frente, com 8 a 7.

A equipe brasileira conseguiu manter o ritmo, contando com raros erros dos EUA. A partir daí, os brasileiros abriram certa vantagem, com 13 a 10 - entretanto, o adversário cresceu novamente em quadra e passou novamente à frente, com 16 a 14.

Na volta da parada, a situação ficou ainda pior com os EUA abrindo quatro pontos de vantagem graças a dois bons saques de Stanley - um batendo na fita da rede e caindo para o outro lado. Mas a equipe brasileira voltou a reagir, ficando apenas um atrás, com 19 a 18.

E o fim da parcial foi emocionante. Num bloqueio de André Heller, os brasileiros deixaram o placar em 22 a 22, e tiveram set point após um erro de Priddy. A equipe do Brasil teve outra oportunidade de fechar, mas quem acabou com a vitória foi os EUA, fechando por 27 a 25, após ataque para fora de Anderson.

Com o triunfo de hoje, os americanos aguardam quem vencer o confronto entre Rússia e Sérvia, que jogam ainda hoje. Já o Brasil encara o perdedor desta partida.

Na última rodada de jogos no Maracanãzinho, os brasileiros decidem o terceiro lugar às 9h30. Já os EUA jogam às 12h30, sonhando com sua primeira Liga Mundial - o máximo que conseguiram foi o terceiro lugar ano passado e em 1992.

Jogando em casa, o Brasil tentava o hexacampeonato do torneio e o oitavo título de toda a história - feito com o qual se igualaria à Itália como maior vencedora na história da disputa.

Ficha técnica: Brasil: Marcelinho, André Heller, Giba, André Nascimento, Gustavo, Dante e Serginho (líbero). Entraram: Anderson, Bruninho, Samuel e Rodrigão. Técnico: Bernardinho.

Estados Unidos: Ball, Lee, Priddy, Millar, Salmon, Stanley e Lambourne (líbero). Entraram: Touzinsky e Hoff Técnico: Hugh McCutcheon.

Árbitros: Bela Hobor (HUN) e Osamu Sakaide (JAP). EFE dp/plc

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