Irmãos Muçulmanos: Obama não poderia se impor a união de países árabes

Cairo, 10 fev (EFE).- O dirigente dos Irmãos Muçulmanos egípcios, Mohammed Mahdi Akef, disse hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não poderia impor sua política no Oriente Médio se os países árabes estivessem unidos.

EFE |

"Se o povo árabe e islâmico tivesse vontade, unidade e uma visão unificada, Obama ou qualquer outro respeitaria sua decisão", disse o líder islâmico, em entrevista à Agência Efe.

No entanto, Akef disse que, devido à divisão que caracteriza as relações entre os árabes, Washington pode se impor com facilidade.

"Obama pode fazer o que quiser porque não somos uma nação, não temos nem unidade, nem vontade", disse o líder do principal grupo opositor egípcio.

O dirigente deste grupo ilegalizado no Egito desde 1954, mas tolerado, considera que a situação na região não melhorará com a chegada de Obama à Casa Branca enquanto os países árabes não mudarem.

"A situação não pode melhorar se nós não melhorarmos", afirmou Akef, que insistiu na divisão existente entre os países árabes e islâmicos, e condenou os regimes ditatoriais que os governam.

"Somos fragmentos espalhados. Não temos vontade, nem visão, nem razão além da ditadura, da corrupção e do atraso", disse o dirigente islâmico, que lidera esta organização desde 2004.

Os Irmãos Muçulmanos, que se apresentam às eleições egípcias como independentes para tentar burlar os impedimentos legais, contam com 88 das 454 cadeiras do Parlamento.

Um dos principais objetivos do grupo, além de introduzir gradualmente a lei islâmica, é a recuperação da cultura, da tradição e dos valores islâmicos que considera ameaçados pela civilização ocidental e, à frente, pela cultura americana. EFE jfu/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG