Irmãos Muçulmanos criticam Governo por combater uso do véu entre egípcias

Cairo, 24 dez (EFE) - O grupo islâmico Irmãos Muçulmanos criticou hoje os planos do Governo de destinar 10 milhões de libras egípcias (US$ 1,8 milhão) ao combate à expansão do niqab, véu que esconde o rosto.

EFE |

No site da organização ilegalizada, um deputado do grupo, o xeque Sayed Askar, afirmou que as medidas do Governo "significam que o Ministério de Assuntos Religiosos se desviou de sua tarefa legal e natural para se transformar em voz das idéias do Executivo sobre política e religião".

Askar, membro do comitê de Assuntos Religiosos do Parlamento egípcio, enviou cartas de protesto ao primeiro-ministro, Ahmed Nazif, e ao ministro de Assuntos Religiosos, Mahmoud Hamdy Zaqzuq.

Nas mensagens, afirma que "considerar o niqab como uma tradição é uma nova invenção".

Em novembro, o Governo apresentou um livro, intitulado "O niqab é um costume popular e não religioso", distribuído em mesquitas e entre ulemás e intelectuais para conscientizar os crentes de que este fenômeno, que é cada vez mais visível no Egito, é simplesmente uma tradição popular.

Zaqzuq advertiu de que o Executivo não permitirá a expansão do niqab entre as egípcias, já que a legislação do país ordena à mulher que cubra todo o corpo, exceto as mãos e o rosto, mas em nenhum momento que esconda a face. EFE nq/db

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