Jerusalém, 29 jan (EFE).- O irmão do líder do Hamas Mahmoud al-Mabhuh, morto em Dubai na semana passada, está convencido de que Israel está por trás do assassinato e que o falecido pode ter sido eletrocutado ou estrangulado, disse hoje à edição digital do jornal israelense Haaretz.

Fayek al-Mabhuh disse que a equipe médica que examinou o irmão dele determinou que o dirigente do braço armado do Hamas tinha morrido após sofrer uma descarga elétrica de grande potência na cabeça, e que também encontraram provas de um possível estrangulamento.

O irmão de Mabhuh afirmou que, imediatamente depois da morte, a família foi notificada sobre os resultados da autópsia e acrescentou que foram enviadas à França amostras de sangue do falecido, para uma posterior investigação.

Após os exames, o corpo de Mabhuh foi transferido a Damasco, onde residem a mulher e os quatro filhos do dirigente.

Fayek acrescentou que o irmão, que completaria 50 anos dentro de duas semanas, esteve envolvido em atividades jihadistas durante muitos anos e que tinha escapado de várias tentativas de assassinato.

Mabhuh viajava sem seguranças, acrescentou o irmão, explicando que ele tomava outras precauções.

Parentes do dirigente, um dos fundadores, em 1988, do braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, estabeleceu uma tenda de luto no campo de refugiados de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza, de onde era procedente.

O Hamas acusou hoje Israel de estar por trás do assassinato de Mabhuh, que morreu em Dubai, em 20 de janeiro.

Em comunicado divulgado em Gaza, o grupo palestino acusa Israel de "assassinar" o dirigente de seu braço armado como vingança pela morte de dois soldados israelenses, e afirma que a ação foi executada pelo Mossad, os serviços secretos israelenses no exterior.

Por enquanto, Israel não se pronunciou sobre as acusações feitas pelo Hamas. EFE db-sar/an

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