Irmandade Muçulmana síria critica negociação entre Síria e Israel

A Irmandade Muçulmana síria criticou, neste sábado, as negociações indiretas entre Israel e Síria, alegando que o regime do presidente deste país, Bachar al-Assad, é ilegítimo para negociar em nome do povo, de acordo com um comunicado desse poderoso movimento de oposição, com sede em Londres.

AFP |

"Um regime que não goza de legitimidade, que não foi eleito de forma constitucional, não é apto para negociar em nome de seu povo", declararam os Irmãos Muçulmanos, proibidos na Síria, durante seu congresso anual.

Israel e Síria, formalmente em estado de guerra desde 1967, fazem negociações indiretas de paz desde maio passado, sob o patrocínio da Turquia.

Segundo o movimento islamita, Israel busca "preservar absolutamente o poder de Bachar al-Assad".

Em 2005, os partidos da oposição laica síria e a Irmandade Muçulmana assinaram a chamada "Declaração de Damasco", na qual reivindicavam uma "mudança democrática e radical" na Síria.

Desde dezembro de 2007, vários membros desse movimento foram detidos e estão sendo julgados em Damasco. A legislação síria castiga com a pena capital o pertencimento ao grupo, mas, desde meados da década de 1990, Irmãos Muçulmanos condenados à morte não são executados.

jb/tt

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