Irmã de Betancourt não acredita que ela esteja em greve de fome

Paris, 2 abr (EFE).- Astrid Betancourt, irmã da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada há mais de seis anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), afirmou hoje que não acredita que a refém esteja em greve de fome, como indicaram algumas fontes nos últimos dias.

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Em entrevista à rádio "France Info", Astrid disse que Ingrid pode ter rejeitado os alimentos por problemas de saúde, mas que ela não teria tomado a decisão voluntária de deixar de comer para morrer.

"Uma coisa é certa: no vídeo de 24 de outubro que vimos em 30 de novembro comprovamos que o estado de saúde da minha irmã não era bom. Na carta que enviou a minha mãe dizia que tinha problemas para se alimentar, o que não quer dizer que esteja fazendo uma greve de fome", disse.

Astrid assegurou que "Ingrid não se deixará morrer", porque "ama seus filhos, sua mãe e a si mesma".

"A greve de fome não faz sentido, nada nos permite concluir que ele tenha iniciado uma greve de fome. Na carta (que enviou a sua mãe) só há palavras de esperança", assinalou.

O presidente do Comitê de Apoio a Ingrid Betancourt em Paris, Arnaud Mangiapan, assegurou ontem que "segundo fontes relativamente seguras (a refém) iniciou uma greve de fome no dia 23 de fevereiro", uma informação que também foi divulgada por parte da imprensa colombiana. EFE lmpg/mh

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