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Irmã de Betancourt expressa esperança renovada na libertação da refém

Paris, 11 mai (EFE).- Astrid, irmã da franco-colombiana Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há mais de seis anos, expressou hoje à Agência Efe sua esperança renovada na libertação da ex-candidata presidencial, graças ao novo contexto internacional que se criou.

EFE |

"O que acontecer neste mês de maio será muito importante e pode colocar os fundamentos para que minha irmã retorne", disse Astrid, após participar da Assembléia Geral da Federação Internacional dos Comitês Ingrid Betancourt (Ficib), realizado neste fim de semana em Evry, nos arredores de Paris.

A irmã da refém disse acreditar em um prazo de "dois, três meses" para a libertação da refém, mas manteve a prudência.

Para Astrid, o contexto mudou nos últimos meses, com o maior envolvimento da comunidade internacional no caso dos reféns da Colômbia e com os esforços de mediação do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

A viagem recentemente realizada a esses países pelo ministro de Exteriores da França, Bernard Kouchner, permitiu abrir uma nova "dinâmica de negociação" com a guerrilha das Farc, disse Astrid.

Nessa visita, o chefe da diplomacia francesa "se deu conta de que não existe uma verdadeira vontade de negociação do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe", por isso o Governo francês, apoiado pela comunidade internacional, decidiu explorar novas vias de diálogo, acrescentou.

Estas prevêm que Chávez convença a guerrilha da importância de libertar os reféns civis, três americanos, além de Ingrid Betancourt, como passo prévio para que a comunidade internacional deixe de considerá-los terroristas, disse.

Lembrou que Chávez já obteve das Farc a "libertação unilateral" de sete reféns durante os meses nos quais liderou uma missão mediadora com permissão de Uribe, antes de o presidente colombiano acabar com a mediação.

Astrid deu a entender que a nova mediação do presidente da Venezuela pode levar à libertação dos quatro civis, último obstáculo que ficaria para que as Farc deixassem de ser consideradas um grupo terrorista.

"O presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi claro ao dizer que, em função da evolução do comportamento das Farc, será possível invocar a suspensão de (sua inclusão) na lista de (organizações) terroristas (da União Européia) por um tempo, enquanto se comprova que não voltarão a seqüestrar civis", disse.

Segundo Astrid, as Farc também compreenderam que ganhar o reconhecimento da comunidade internacional é importante para que possam obter o papel político que buscam na Colômbia.

Após libertados os reféns civis, a negociação entre a guerrilha e o Governo da Colômbia se centraria na troca humanitária de militares seqüestrados em troca de guerrilheiros presos, segundo Astrid.

A irmã de Ingrid Betancourt minimizou o crédito a informações de que, segundo os dados obtidos no computador de "Raúl Reyes", dirigente das Farc morto pelo Exército colombiano em 1º de março, Chávez teria financiado a guerrilha colombiana.

"Parece estranho que as Farc precisem de financiamento. São financiadas com o pagamento de um pedágio por permitir a passagem de droga pelo território que controlam, e com o dinheiro obtido pelos seqüestros econômicos. Acho que essa informação é falsa", disse. EFE lmpg/an

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