Irlanda expulsa diplomata israelense por passaportes falsos

País anuncia que diplomata será expulso por conexão com utilização de passaportes falsos no assassinato de líder do Hamas em Dubai

EFE |

A Irlanda vai expulsar um diplomata israelense em conexão com a suposta utilização de oito passaportes irlandeses falsos no assassinato de um líder do movimento islamita Hamas em Dubai, em janeiro passado, anunciou nesta terça-feira o ministério das Relações Exteriores em Dublin.

O ministro das Relações Exteriores, Micheal Martin, assinalou que a investigação realizada pelo governo "visa claramente a uma agência de inteligência estrangeira ou a uma organização criminosa com muitos recursos", mas que há "razões convincentes para crer que Israel foi responsável".

Mahmud Al Mabhuh, um dos fundadores do braço armado do movimento islamita Hamas, foi achado morto em 20 de janeiro em seu quarto de hotel de Dubai.

Segundo a polícia do emirado, os membros do comando encarregado do assassinato utilizaram passaportes ocidentais falsos. Os investigadores de Dubai estão convencidos de que o serviço secreto israelense, a Mossad, está envolvido.

O ministro de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, afirmou que não existem provas de que seu país esteja por trás do assassinato do importante membro do Hamas Mahmoud al-Mabhuh.

Ao menos 11 pessoas estariam envolvidas no assassinato de Mahmoud al-Mabhuh. Todos tinham passaportes europeus válidos - um da França, três da Irlanda, seis da Grã-Bretanha e um da Alemanha.

O chefe de polícia de Dubai afirmou ainda que os passaportes europeus utilizados pelos 11 suspeitos de ter assassinado o líder do Hamas não eram falsos.

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