Belfast, 10 mar (EFE).- O juiz responsável pelo caso de José Ignacio de Juana Chaos em um tribunal da Irlanda do Norte afirmou hoje que há base legal para extraditar o ex-membro do grupo separatista basco ETA, como solicitou a Justiça espanhola, que o acusa de crime de apologia ao terrorismo.

O magistrado Thomas Burguess leu a resolução perante as partes no complexo judicial de Laganside, em Belfast, e considerou que o crime pelo qual o ex-membro do Comando Madri da ETA - responsável por 20 homicídios na Espanha na década de 1980 - é acusado pode permitir a extradição, em virtude da lei britânica.

Um juiz da Audiência Nacional espanhola pediu a entrega de De Juana para interrogá-lo sobre uma carta lida em San Sebastián durante um ato de homenagem a ele, um dia depois de sair da prisão.

Uma mulher não identificada leu a carta, atribuída a De Juana, que incluía frases lembrando históricos membros da ETA e utilizando termos considerados de apoio à luta armada Segundo o juiz irlandês, "o tribunal decidiu que as palavras (...) correspondem a um crime de acordo com a lei de terrorismo de 2006. Por esta razão, o suposto crime na Espanha é passível de extradição".

O juiz fixou um prazo até 31 de março para que se preparem as alegações à sua decisão de hoje.

A decisão definitiva deve sair em 14 ou 15 de maio, e a defesa afirmou que vai recorrer, alegando que o acusado está sendo "prejulgado". EFE ja/jp/an

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