Irene deixa mais de 30 mortos na costa leste dos EUA

Continuam sem luz 5,5 milhões de casas e empresas e há ao menos 33 mortos; prejuízos são estimados de US$ 7 bilhões a US$ 20 bilhões

iG São Paulo |

Enquanto 5,5 milhões de casas e empresas no litoral dos EUA entre a Carolina do Norte e o Maine continuaram sem eletricidade após a passagem do furacão Irene durante o fim de semana, um retrato mais claro da devastação deixada pela tempestade surgiu nesta segunda-feira com comunidades no interior do norte do Estado de Nova York e em Vermont ainda sofrendo as consequências mais graves das cheias dos rios.

De acordo com a Associated Press, a passagem da tormenta deixou ao menos 33 mortos nos EUA, a maioria quando árvores caíram sobre carros ou tetos. Já a rede britânica BBC indicou que o número de mortos estaria perto dos 40, com 37 vítimas confirmadas.

Nova Jersey e Vermont enfrentam nesta segunda-feira sua pior inundação em várias décadas, um dia depois da passagem de Irene, que causou chuvas fortes, arrastou casas e deixou bairros inteiros submersos.

Poupada da pior fúria da tormenta, a cidade de Nova York voltou ao trabalho nesta segunda-feira, apesar do transporte público parcialmente paralisado e da falta de energia que atinge 100 mil casas e empresas na região metropolitana. Cerca de 9 mil voos foram cancelados na costa leste dos EUA, e a normalização dos serviços pode levar três dias.

O prejuízo total pode chegar a US$ 20 bilhões, segundo Beth Ann Bovino, economista-sênior do Standard & Poor's. Já em uma estimativa inicial, a firma de consultoria Kinetic Analysis Corp. calcula as perdas em US$ 7 bilhões. Muitos desses danos podem não estar cobertos por seguros, já que as apólices para moradias geralmente não cobrem inundações.

Em Fairfield, Nova Jersey, cerca de 20 casas perto do rio Passaic ficaram cobertas por até 1,5 metro de água. Alguns moradores saíram de lá com água pelo peito ou em botes. Testemunhas disseram que foi a maior inundação de que se tem lembrança no lugar, superando as de 1968 e 1984.

"Demorará para que nos recuperemos de uma tempestade dessa magnitude", disse o presidente americano, Barack Obama, em Washington. "Os efeitos ainda estão sendo sentidos em grande parte do país, incluindo na Nova Inglaterra e em Estados como Vermont, onde houve enormes inundações. Assegurarei que a Fema (Agência Federação de Gerenciamento de Emergências) e outras agências façam de tudo ao seu alcance para ajudar as pessoas no terreno."

Autoridades de Vermont dizem que essa é a pior inundação no Estado desde 1927. Lentamente, os serviços aéreos foram sendo retomados nos três aeroportos que atendem Nova York. Os mercados financeiros operaram normalmente, mas com volume reduzido.

O metrô de Nova York também foi regularizado, mas os trens de subúrbio e os serviços da Amtrak com destino à cidade continuam sendo afetados por inundações ou por árvores e outros detritos caídos nos trilhos.

Enquanto Irene não produziu a devastação esperada por muitos, quando a cidade de Nova York preventivamente ordenou um esvaziamento sem precedentes de casas e edifícios e o desligamento de seu gigantesco sistema de trânsito no sábado, a tempestade ainda deixou danos causados por inundações, especialmente em Nova Jersey e Vermont.

Irene foi o primeiro furacão a tocar terra no continente americano desde 2008, e apareceu quase seis anos depois do dia que o furacão Katrina devastou Nova Orleans em 29 de agosto de 2005.

*Com Reuters, AP e New York Times

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