Iraquianos votam sob forte aparato de segurança

Por Wisam Mohammed e Michael Christie BAGDÁ (Reuters) - Iraquianos votaram neste sábado em meio a arames farpados e muitos policiais, em uma eleição que testa as frágeis melhoras de segurança no país marcado pela guerra e que pode amenizar os movimentos sectários que ainda alimentam a violência.

Reuters |

A primeira eleição no Iraque desde 2005 escolherá conselhos locais em 14 das 18 províncias e mostrará se as forças iraquianas são capazes de manter a paz no país enquanto as tropas norte-americanas começam a se retirar, quase seis anos depois da invasão que derrubou o presidente Saddam Hussein.

Três disparos de morteiro ocorreram perto de zonas eleitorais na cidade natal de Saddam, Tikrit, mas não causaram vítimas, e dois civis foram baleados em um confronto com soldados na favela Cidade Sadr, em Bagdá. Excluindo-se esses casos isolados, houve poucos incidentes até o meio-dia e as proibições do trânsito de veículos, feitas para conter ataques a bomba, estavam sendo suspensas.

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki quer usar a eleição para construir sua base política nas províncias antes das eleições nacionais mais tarde este ano. Grupos sunitas que boicotaram as últimas eleições provincianas esperam ganhar poder localmente.

Havia um clima de feriado em muitas regiões do país. Em Cidade Sadr, local que normalmente apresenta trânsito caótico, as crianças aproveitaram a proibição dos carros para jogar futebol nas ruas.

A última eleição no Iraque ocorreu em meio à insurgência sunita alimentada pela Al Qaeda e falhou no objetivo de conter os ataques sectários que aumentaram muito entre os sunitas, que antes comandavam o país, e a maioria xiita. Essa violência diminuiu a partir de 2007.

Uma votação relativamente pacífica e confiável mostrará que o Iraque avançou no sentido de não resolver suas disputas com balas e preparará o terreno para uma eleição parlamentar no fim do ano, na qual o primeiro-ministro Nuri al-Maliki tentará ser reeleito.

Pouco menos de 15 milhões dos 28 milhões de habitantes do Iraque foram inscritos para votar para os conselhos provinciais, que escolherão poderosos governadores regionais. Três províncias curdas devem votar separadamente e a eleição em Kirkuk, rica em petróleo, foi descartada por ninguém ter concordado com as suas regras.

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