Iraque vive domingo sangrento com quatro atentados

Ao menos 36 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas em ataques na capital e no interior do país

iG São Paulo |

Uma série de ataques no Iraque deixaram ao menos 36 mortos e 128 pessoas feridas. De acordo com informações da rede de TV CNN, dentre os ataques deste domingo, explosões de carros-bomba fizeram 29 vítimas.

AP
Uma explosão quase simultânea de dois carros-bomba e uma bomba em Bagdá deixou mortos e feridos

Nas explosões quase simultâneas, ao menos 29 pessoas morreram e 111 ficaram feridas em Bagdá. Um veículo explodiu no bairro Al-Mansur, no oeste da capital, e outro, em Al Kazamiyah noroeste da capital. Uma bomba também foi detonada em Al Gazaliyah, bairro ao oeste de Bagdá.

No quarto ataque, ao menos seis pessoas morreram hoje e outras 14 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba conduzido por um suicida no centro da cidade de Faluja, 50 quilômetros ao oeste de Bagdá.

Segundo testemunhas, o terrorista detonou o carro-bomba que conduzia na passagem de uma patrulha do Exército iraquiano em uma importante rua de Faluja.

O atentado mais sangrento, no entanto, ocorreu na praça de Adan em Al Kazamiyah, deixando 19 mortos e 58 feridos, alguns deles com lesões graves. Um xeque de uma tribo morreu e um de seus acompanhantes ficou ferido pela explosão de uma bomba perto do veículo em que viajavam, em Abu Ghraib, ao oeste de Bagdá.

Nova operação

No dia 1º de setembro, o Exército dos Estados Unidos começou uma nova etapa de sua presença no Iraque com a operação "Novo Amanhecer".

"A operação Liberdade Iraquiana terminou, mas o compromisso dos Estados Unidos com o Iraque continuará com a missão que começa hoje, a operação Novo Amanhecer", disse o vice-presidente americano, Joe Biden, durante a cerimônia realizada na principal base militar americana, Camp Victory, nos arredores de Bagdá.

A "Liberdade Iraquiana" começou com a invasão americana no Iraque, em março de 2003, e acabou formalmente no dia 31 de agosto, embora o último batalhão de combate dos EUA tenha saído do país em 18 de agosto.

Com a nova missão também houve uma mudança no comando militar americano no país. O atual comandante das forças americanas no Iraque, general Ray Odierno, passou as responsabilidades para o general Lloyd Austin. Ele ficará responsável pelos cerca de 50 mil soldados americanos que continuam no Iraque para se dedicar a tarefas de treinamento e formação até sua retirada no final de 2011, de acordo com o pacto de segurança assinado entre os países em dezembro de 2008.

*Com EFE

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