Iraque venderá petróleo ao Líbano a preços preferenciais

Bagdá, 20 ago (EFE).- O Iraque venderá ao Líbano petróleo a preços preferenciais, para que o país possa enfrentar a crise energética que castiga os cofres do Estado, explicaram hoje os chefes de Governo de ambos os países, após reunião em Bagdá.

EFE |

Os primeiros-ministros do Iraque, Nouri al-Maliki, e do Líbano, Fouad Siniora, fizeram este anúncio em entrevista coletiva conjunta realizada após a reunião na capital iraquiana, e na qual fecharam vários acordos comerciais.

"As facilidades prometidas ao Líbano no campo do petróleo e em outras questões são parte de um pacote global que inclui outras esferas de cooperação", ressaltou Maliki.

O primeiro-ministro iraquiano esclareceu que "o Líbano não vai se beneficiar as custas do Iraque, nem vice-versa".

No entanto, nenhum dos dois revelou a oferta do Líbano ao Iraque em troca dessas facilidades, embora tenham garantido que "os benefícios serão mútuos".

Durante a reunião, os dirigentes abordaram também questões de índole econômica, e outras relacionadas com o comércio e os investimentos.

"Acertamos alguns mecanismos para levar a cabo os pontos pactuados", acrescentou Siniora, que destacou que "nas próximas semanas se verá uma nova era nas relações entre os dois países em todos os campos".

Por sua vez, o primeiro-ministro libanês pediu aos países árabes que fortaleçam seus laços com o Iraque para enfrentar os "tremendos desafios que se aproximam".

Segundo Siniora e Maliki, esta viagem marca um "ponto de inflexão" nos vínculos, até agora frágeis, entre Iraque e Líbano.

Siniora chegou hoje a Bagdá, na primeira visita ao Iraque de um chefe de Governo libanês desde a queda do regime de Saddam Hussein, em abril de 2003.

O Iraque conta com uma embaixada em Beirute, enquanto o Líbano ainda não nomeou ninguém para substituir o embaixador designado em 2006 para comandar a legação diplomática em Bagdá, Jawad al-Haeri, morto em 12 de julho.

Devido aos graves problemas de segurança, Haeri nunca chegou a viajar ao Iraque para assumir seu cargo. EFE nq/gs

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