Iraque registra queda em número de civis mortos em julho

IRAQUE - O número de civis mortos no Iraque no mês passado caiu para menos de um quarto da cifra registrada em julho de 2007, mostraram dados do governo iraquiano divulgados na sexta-feira.

Reuters |

O fato aponta para um avanço dramático no combate à violência dentro do país.

A queda no número de ataques e atentados representa uma boa notícia para o presidente norte-americano, George W. Bush, que na quinta-feira cogitou a hipótese de reduzir ainda mais o contingente militar dos EUA presente no Iraque.

Segundo os dados, 387 civis foram mortos no mês passado, contra 448 em junho. Mais de 1.650 pessoas foram mortas em julho de 2007.

O aumento na segurança refletiu-se também no número de baixas registrado pelos militares norte-americanos em julho, cifra essa que atingiu seu menor patamar desde o início da invasão do Iraque liderada pelos EUA, em 2003.

Seis soldados norte-americanos foram mortos em combate no mês passado, em território iraquiano, contra 66 em julho de 2007, segundo o site independente www.icasualties.org , que registra o número de mortos em tempos de guerra.

O comandante das forças norte-americanas no Iraque, general David Petraeus, deve apresentar a Bush, em setembro, recomendações a respeito das dimensões do contingente militar dos EUA -- uma questão importante em meio à campanha para as eleições presidenciais norte-americanas de 4 de novembro.

Atualmente, há 143 mil soldados norte-americanos no Iraque.

Em julho, retirou-se do país a última das cinco brigadas de combate enviadas no ano passado.

O envio de um contingente suplementar de militares, a decisão de líderes tribais sunitas de voltarem-se contra a Al Qaeda e um cessar-fogo imposto pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr (chefe da milícia Exército Mehdi) são apontados como os motivos pelos quais se reduziu a violência no Iraque.

Os dados do governo mostraram que quase 80 policiais e soldados iraquianos foram mortos em julho, ao passo que 107 insurgentes foram mortos e quase outros 900, detidos no mesmo período.

Petraeus e outros comandantes advertiram que os avanços realizados no Iraque são frágeis e poderiam ser anulados. E, como a confirmar isso, quatro agressores suicidas mataram cerca de 60 pessoas na segunda-feira, no país.

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