O governo de coalizão do Iraque anunciou neste domingo que pretende alterar o projeto para um acordo de segurança de longo prazo com os Estados Unidos. Representantes americanos e iraquianos tinham afirmado anteriormente que o texto do pacto já tinha sido acertado e que não iria ser mudado.

O acordo prevê a permanência de tropas dos Estados Unidos no Iraque até o ano 2011 e confere autoridade limitada ao país, caso queira processar soldados americanos.

O acordo já foi negociado durante meses, mas ainda precisa da aprovação do Parlamento do Iraque até o fim do ano.

É provável que o documento seja aprovado no Parlamento, se antes receber sinal verde do Conselho Político para Segurança Nacional do Iraque.

No entanto, a expectativa é de que a batalha política no Conselho - formado pelos principais políticos do país e líderes de fracções parlamentares - seja dura.

Maliki
O grupo, que teve um encontro na sexta-feira, deve voltar a se reunir nos próximos dias para consultar especialistas na área militar sobre o documento, considerado extremamente detalhado e complexo.

Neste domingo, um comunicado da Aliança do Iraque Unido, que governa o país, afirma que o partido do primeiro-ministro Nouri Maliki elogiou alguns pontos do documento, mas pede a discussão de outros.

Analistas dizem ser significativo que justamente o partido de al Maliki esteja pedindo mudanças.

No sábado, cerca de 50 mil simpatizantes do clérigo xiita Moqtada al-Sadr fizeram uma passeata em Bagdá, em protesto contra os planos de prolongar a permanência das tropas americanas no país.

Carregando cartazes e gritando palavras de ordem como "Vão embora, ocupantes!", a multidão de xiitas, na sua maioria rapazes jovens, atravessaram a capital iraquiana, do bairro Cidade Sadr até a região central.

O mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) para a coalizão das forças americanas no Iraque vence no fim do ano.

Cerca de 144 mil dos 152 mil soldados estrangeiros atualmente em operação no Iraque são americanos.

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