BAGDÁ (Reuters) - O Iraque vai pedir uma explicação às autoridades norte-americanas pelo relatório que denunciou que os Estados Unidos espionaram autoridades iraquianas, incluindo o primeiro-ministro Nuri al-Maliki, informou um porta-voz do governo iraquiano na sexta-feira. O jornal Washington Post disse na sexta-feira que um livro do jornalista norte-americano Bob Woodward relata que os Estados Unidos espionaram Maliki e outros líderes iraquianos.

'Se isso for verdade... reflete que não há confiança', disse Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo iraquiano, em um comunicado.

Segundo ele, o Iraque vai pedir explicações aos Estados Unidos.

'Se isso for verdade, o fato lança uma sombra sobre as futuras relações com tais instituições', acrescentou o porta-voz, referindo-se à Agência Central de Inteligência (CIA) e outros agências norte-americanas.

Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, não quis comentar a denúncia, feita no quarto livro de Woodward sobre George W.

Bush, intitulado 'The War Within: A Secret White House Story 2006-2008' ('A Guerra Interna: uma história secreta da Casa Branca 2006-2008').

'Temos cooperação extensa com o primeiro-ministro Maliki.

Nosso embaixador o vê quase diariamente', disse Perino a repórteres.

'Temos uma boa relação com eles (governo iraquiano) -- uma relação muito aberta e franca, e temos contato com eles quase todo dia --, tenho certeza de que o assunto será abordado', acrescentou.

Woodward escreve sobre como a vigilância do primeiro-ministro iraquiano foi motivo de preocupação para várias autoridades importantes dos Estados Unidos, que questionaram se o risco valia a pena, dados os esforços de Bush para conquistar a confiança de Maliki, segundo o Washington Post.

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