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Iraque prende suspeitos de envolvimento em assassinato de equipe de TV

A polícia iraquiana anunciou neste domingo a prisão de cinco suspeitos de envolvimento no seqüestro e posterior execução de quatro membros de uma equipe de televisão iraquiana, sábado em Mosul, último reduto da Al-Qaeda no Iraque.

AFP |

Dois suspeitos foram detidos quando circulavam em um carro utilizado no seqüestro dos funcionários do canal Charqia, segundo a polícia da província de Nínive, que tem Mossul como capital.

Os outros três detidos estão sendo interrogados.

Mousab al-Azaui, jornalista e filho de um deputado do Parlamento iraquiano, dois câmeras e seu motorista foram seqüestrados e executados no bairro Al-Zenjili de Mossul, cidade que fica 370 km ao norte de Bagdá, onde deveriam gravar um programa durante o Ramadã, período de jejum dos muçulmanos.

Um diretor da Charqia, que emite o sinal a partir de Dubai e faz oposição ao governo iraquiano, culpou a emissora pública iraquiana Al-Iraqiya de "responsabilidade moral" pelas mortes.

"A rede governamental e os que estão por trás dela têm a responsabilidade ética e moral por este crime", disse à AFP Ali Wajih, chefe de redação da Charqia em Dubai. O canal também tem escritório em Londres.

Wajih acusou a Al-Iraqiya de ter iniciado uma "campanha de calúnia contra os jornalistas da Charqia", depois que estes últimos exibiram reportagens sobre "a tortura nas prisões iraquianas".

Os jornalistas iraquianos são alvos habituais dos extremistas xiitas. Pelo menos 237 profissionais da imprensa, incluindo 22 estrangeiros, morreram no iraque desde a invasão americana, em março de 2003, segundo o Observatório Iraquiano da Liberdade de Imprensa (JFO).

str-kat/fp

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