Iraque peda adesão à Convenção para a Proibição de Armas Químicas

Haia, 14 jan (EFE).- O Iraque solicitou perante a Secretaria-Geral da ONU sua adesão à Convenção para a Proibição de Armas Químicas, e com isso se tornará o 186º país a fazer parte desse convênio, anunciou hoje a OPCM (em inglês), organização encarregada de aplicar esse tratado.

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O diretor-geral da OPCW, Rogelio Pfirter, destacou, em comunicado, que a decisão do Iraque "nos aproxima mais do objetivo da convenção, que é a proibição universal de armas químicas".

Com sua adesão à convenção, que será formalizada em 12 de fevereiro, o Iraque se compromete a tomar todas as medidas necessárias para proibir armas químicas e eliminar os arsenais nesse país.

Sob o regime do destituído e executado Saddam Hussein, o Iraque usou armas químicas durante a guerra que manteve contra o Irã (entre 1980 e 1988).

Além disso, em março de 1988, o Iraque atacou com esse tipo de armas a população curda do norte iraquiano, causando milhares de vítimas civis.

O Iraque negou haver utilizado armas químicas contra povoações curdas em 1988, mas, após sua derrota na guerra do Golfo Pérsico de 1991, os inspetores da ONU descobriram grandes quantidades de gás mostarda, gás nervoso e outros agentes venenosos.

Com sede em Haia, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) foi criada em abril de 1997 com o objetivo de eliminar o armamento químico e sua capacidade de desenvolvimento e, atualmente, conta com 185 Estados-membros. EFE mr/an

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