Iraque oferece campos de petróleo gigantes a estrangeiros

Por Ahmed Rasheed BAGDÁ (Reuters) - O Iraque abriu na quarta-feira alguns de seus mais cobiçados campos de petróleo e gás natural a empresas internacionais, que ficaram excluídas da exploração por anos, como parte de novos acordos que poderão dobrar a produção dentro de alguns anos.

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Na segunda rodada de uma concorrência (a primeira ocorreu ainda este ano), o Iraque decidiu oferecer 11 campos de petróleo e gás natural, incluindo alguns gigantes.

"Sob contratos de serviço preparados pelo Ministério do Petróleo, 11 campos de petróleo e gás serão desenvolvidos", disse o ministro do Petróleo, Hussain al-Shahristani, em entrevista à imprensa em Bagdá.

Dois campos - Majnoon e Qurna Oeste Fase 2 - são classificados como "supergigantes" e poderão, juntos, produzir 1,2 milhão de barris de petróleo por dia quando estiverem completos.

Shahristani também indicou os poços Halfaya, Bagdá Leste, Gharrafa, Qayara, Najmah, Badrah, Kifil/Kifil Oeste/Mirjan, um grupo na província de Diyala, além do campo de gás Siba, na província de Basra.

O ministro disse que os 11 campos poderão aumentar a produção para 2,5 milhões de barris de petróleo em três ou quatro anos a partir do final de 2009, quando os contratos serão assinados. Esse aumento equivale à produção atual do Iraque.

Três campos estão ligados aos países vizinhos Irã e Kuwait. O desenvolvimento exigirá acordos bilaterais com esses países, que não se opõem à exploração, disse Shahristani.

Em junho, o Iraque anunciou a primeira concorrência de contratos de longo prazo para grandes campos de petróleo e gás natural, que poderão acrescentar um total de 1,5 milhão de barril de petróleo por dia à produção do país.

O ministro do Petróleo deverá anunciar os resultados da licitação em meados do ano que vem. Quando os campos estiverem operando em plena capacidade, em teoria em seis meses, a produção do Iraque chegará a 6 milhões de barris por dia.

O Iraque tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo, mas sua infra-estrutura está depauperada por décadas de guerra e sanções e precisa de um investimento agressivo.

(Reportagem de Ahmed Rasheed)

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