Iraque não renova contrato com a Blackwater, a empresa de segurança dos EUA

O contrato de serviços no Iraque realizado pela companhia particular de segurança americana Blackwater, que tem cinco funcionários sendo julgados por homicídio, não será renovado, anunciou nesta quinta-feira o ministério iraquiano do Interior.

AFP |

"O contrato terminou. Não será renovado por ordem do ministério do Interior", informou o general Abdel Karim Jalaf, porta-voz do ministério. Segundo ele, o contrato, inclusive, já expirou.

A Blackwater, que trabalhava para o Departamento de Estado americano, era a maior empresa de segurança usada pelos americanos em Bagdá. Seus agentes garantiam a proteção do pessoal da embaixada dos Estados Unidos na capital iraquiana.

Em 16 de setembro de 2007, agentes da Blackwater que escoltavam um comboio diplomático abriram fogo num cruzamento de Bagdá, matando 17 civis e ferindo mais de 20.

A empresa afirmou reiteradamente que os agentes só responderam depois de terem sido alvo de disparos. Mas a investigação iraquiana concluiu que o comboio não recebeu nenhum tipo de disparo, nem mesmo de pedras.

Cinco deles são acusados pela justiça americana de terem disparado contra civis iraquianos desarmados: 14, segundo investigação americana; 17, de acordo com a iraquiana.

Os guardas se declararam inocentes dos 35 crimes atribuídos a eles. Seu julgamento começará no dia 29 de janeiro de 2010.

Um sexto agente da Blackwater se declarou culpado de tentativa de homicídio em dezembro.

O incidente causou grande indignação no Iraque. O governo de Bagdá se considera competente, juridicamente, para perseguir legalmente os seis agentes da Blackwater.

Desde 1º de janeiro, segundo acordo de segurança firmado entre Washington e Bagdá, a justiça iraquiana pode processar os empregados de empresas de segurança estrangeiras, para as quais trabalham cerca de 100.000 pessoas no Iraque - país onde estão estacionados 142.000 soldados americanos.

O anúncio chega dois dias antes de eleições provinciais, as primeiras desde 2005, com as quais está muito envolvido o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, cuja chapa é considerada favorita.

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