Iraque não precisa da ajuda do Irã, diz Rice

PUERTO VALLARTA - O Iraque não precisa do Irã para ajudar a defender seus interesses, disse na quinta-feira a secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, depois de Teerã acusar Washington de promover um acordo que lhe permitiria continuar saqueando o território iraquiano. Acho que os iraquianos podem defender seus interesses sem os iranianos, muito obrigada, disse Rice a jornalistas depois de reunião com a chanceler mexicana, Patricia Espinosa.

Reuters |


Na véspera, ela disse a jornalistas que as forças iraquianas ainda não são capazes de defender o Iraque sozinhas, e que por isso Bagdá deveria aceitar o plano que regulamenta a permanência das tropas dos EUA a partir do ano que vem, quando expira o mandato da ONU para a ocupação.

Na entrevista coletiva de quinta-feira, no balneário de Puerto Vallarta, Rice disse que a proposta negociada com Bagdá protege juridicamente as forças dos EUA ao mesmo tempo em que "é totalmente respeitosa com a soberania iraquiana".

Horas antes, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, advertiu aos iraquianos, por intermédio da agência Irna, que Washington não manteria suas promessas. "Eles querem evitar o estabelecimento de um Iraque forte e honrado, a fim de continuar saqueando o país", disse Ahmadinejad.

"Francamente, não levo esses comentários muito a sério", reagiu Rice. "(A relação Irã-Iraque) não tem sido a mais feliz das relações, nunca", acrescentou, acusando Teerã de armar "grupos especiais" xiitas para combaterem no sul do Iraque, onde estariam "matando inocentes".

O governo iraquiano irritou os EUA ao solicitar nesta semana mudanças no acordo, devido à oposição de alguns setores políticos, que no entanto não explicaram as emendas que desejam.

Rice disse na quarta-feira, a caminho do México, que o Iraque tem todo o interesse na permanência das tropas dos EUA até que as forças locais sejam capazes de defender o país. "Mas não acho que alguém acredite que elas são capazes disso atualmente", afirmou.

Os EUA, que invadiram o Iraque em março de 2003 para derrubar Saddam Hussein, têm 155 mil soldados no Iraque, operando sob um mandato do Conselho de Segurança que expira em 31 de dezembro.

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