Iraque melhora, mas Al-Qaeda e Irã ainda são ameaças, dizem EUA

O nível de violência no Iraque caiu acentuadamente, mas a Al-Qaeda, os combatentes aliados do Irã e outros grupos militantes continuam a ser uma ameaça grave, como mostraram os recentes atentados a bomba ocorridos naquele país, afirmou na sexta-feira o embaixador dos EUA junto à ONU.

Reuters |

O embaixador Zalmay Khalilzad repassou ao Conselho de Segurança da ONU os dados mais recentes sobre os ataques violentos no Iraque mais de cinco anos depois de uma invasão liderada pelos norte-americanos ter derrubado do poder o governo de Saddam Hussein.

Segundo Khalilzad, o número de mortes entre os civis havia caído 80% desde junho de 2007, ao passo que o número de membros das forças iraquianas mortos tinha diminuído 84%. O número de baixas entre as Forças Armadas dos EUA caiu 87%. E o número de pessoas mortas como resultado de conflitos étnicos ou sectários diminuiu 95% no mesmo período, disse.

O embaixador citou outros sinais de melhora nas condições de segurança do Iraque: um declínio de 81% na quantidade de detonações de artefatos explosivos melhorados, conhecidos como IEDs (na sigla em inglês), e um de 72% no número de atentados suicidas.

No entanto, Khalilzad deixou claro que isso não significava um Iraque seguro ou a morte da insurgência.

"A Al-Qaeda continua a ser uma ameaça significativa, da mesma forma como os militantes aliados do Irã e o JAM", disse o embaixador, referindo-se ao Jaysh al-Mahdi, ou Exército Mehdi.

"Todos possuem a intenção e a capacidade de realizar ataques letais contra o povo iraquiano, tais como os atentados múltiplos ocorridos nesta semana", afirmou.

Um carro-bomba e um artefato explosivo plantado ao lado de uma estrada foram detonados na quarta-feira, em Bagdá, um logo depois do outro, matando 12 pessoas e ferindo outras 60. Outras bombas mataram ou feriram mais pessoas na capital, também na quarta-feira.

Khalilzad disse que o fato de a Al-Qaeda haver intensificado o uso de pessoas para detonar os IEDs e de usar um número maior de mulheres-bomba representava "um desafio específico".

CIA: Al-Qaeda 'à beira da derrota'

As palavras do norte-americano ao Conselho de Segurança soaram menos otimistas do que aquelas proferidas por Michael Hayden, diretor da CIA (agência de inteligência norte-americana), ao falar diante do Conselho do Atlântico dos EUA, na quinta-feira.

"Independentemente da força tática residual que retém no Iraque, porém, a Al-Qaeda, e esse é o ponto mais importante a respeito da rede, encontra-se à beira de uma derrota estratégica", afirmou Hayden.

Khalilzad repetiu as acusações norte-americanas de que o Irã interfere no jogo político do Iraque e mina os avanços políticos ali, uma acusação negada pelo governo iraniano várias vezes.

O embaixador acrescentou que combatentes estrangeiros continuavam a entrar no Iraque vindos do Irã e da Síria, mas observou que o número deles diminuía. Khalilzad não fez menção do ataque aéreo norte-americano ocorrido no leste da Síria e que, segundo uma autoridade dos EUA, matou um dos maiores responsáveis pelo envio de combatentes para o Iraque.

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