Iraque melhora, mas ainda é país mais perigoso para jornalistas

Bruxelas, 4 fev (EFE).- O Iraque foi o país com mais jornalistas mortos em 2008, com 16 assassinatos, embora diminuindo esta marca para pouco mais de um quarto em relação a 2007, quando o país tivera 65 homicídios a profissionais de imprensa -no Brasil, um jornalista foi morto no ano passado.

EFE |

O relatório, da Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), reitera o ranking que já fora divulgado pela organização Repórteres sem fronteiras, também com o Iraque na ponta.

Empatados em segundo lugar, Índia e México tiveram dez jornalistas assassinados em 2008, cada um.

O México foi o país mais perigoso para jornalistas da América Latina pelo segundo ano consecutivo, com o Brasil na segunda colocação na região, junto com Bolívia, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, Panamá e Venezuela, com um assassinato, cada.

Por conta de sua incômoda liderança na região, o México foi escolhido para o lançamento campanha contra a impunidade na América Latina.

Baseado primordialmente em homicídios, porém, o relatório acaba dando menos atenção a casos da intimidação como o da equipe do jornal "O Dia", que foi mantida em cativeiro, torturada e ameaçada por milicianos da favela do Batan, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A reportagem "Milícias - Política do terror" redeu à equipe de "O Dia" o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha, concedido pela Agência Efe e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid), na Categoria de Imprensa (escrita).

O presidente da IFJ, Aidan White, destacou em entrevista coletiva que "a impunidade é a verdadeira ameaça para os jornalistas, já que se as autoridades são indiferentes, os ataques continuarão".

No mundo todo, 2008 teve 85 jornalistas assassinados no mundo todo, segundo o relatório da federação. EFE aal/jp

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