O Iraque teve nesta segunda-feira o dia mais violento desde o início do ano com a morte de pelo menos 102 pessoas em vários atentados, entre eles ataques a operários de uma fábrica e a forças de segurança." /

O Iraque teve nesta segunda-feira o dia mais violento desde o início do ano com a morte de pelo menos 102 pessoas em vários atentados, entre eles ataques a operários de uma fábrica e a forças de segurança." /

Iraque: mais de 100 mortos em atentados no dia mais sangrento de 2010

O Iraque teve nesta segunda-feira o dia mais violento desde o início do ano com a morte de pelo menos 102 pessoas em vários atentados, entre eles ataques a operários de uma fábrica e a forças de segurança.

AFP |

O Iraque teve nesta segunda-feira o dia mais violento desde o início do ano com a morte de pelo menos 102 pessoas em vários atentados, entre eles ataques a operários de uma fábrica e a forças de segurança.

Os episódios de violência acontecem num país ainda sem um governo, mais de dois meses depois das eleições legislativas de 7 de março.

Os atentados mais violentos atingiram Hilla, 95 km ao sul de Bagdá. Dois carros-bomba estacionados em uma fábrica têxtil explodiram no horário de saída dos funcionários.

Quando os policiais e as ambulâncias chegaram ao local, um homem-bomba atirou-se contra as equipes de emergência - uma tática utilizada frequentemente para deixar o maior número de vítimas possível.

Pelo menos 50 pessoas foram mortas e 155 ficaram feridas neste triplo ataque, segundo números divulgados pelo médico Ihab Dhabhawi, do hospital de Hilla.

"Dois automóveis explodiram no estacionamento da fábrica por volta das 13h30 (07h30 de Brasília) quando os funcionários saíam do trabalho. Uma hora depois, outra bomba foi acionada contra os serviços de emergência", afirmou à AFP um porta-voz da polícia da província de Babilônia.

"Recebemos informações sobre a presença de carros-bomba em Hilla e saímos a sua procura. Ouvimos as explosões", afirmou um oficial da polícia da cidade, que pediu para não ser identificado.

"Chegamos à fábrica e vimos muita destruição, corpos e pessoas ensanguentadas", acrescentou.

Algumas horas antes, uma bomba explodiu perto de uma mesquita xiita na cidade de Souwayra, 60 km ao sul de Bagdá. Pessoas que passavam na hora socorriam as primeiras vítimas quando um carro-bomba foi acionado perto. Onze pessoas morreram e 70 ficaram feridas, segundo a polícia.

No começo da tarde, 20 pessoas morreram e 73 ficaram feridas em outro atentado com carro-bomba, desta vez em Basra, maior cidade do sul do país, segundo uma fonte policial.

O ato foi registrado às 18h00 locais (12h00 de Brasília), num mercado movimentado do centro da cidade, situada a 450 km ao sul da capital.

Em Bagdá, quinze ataques cometidos com armas automáticas e bombas tiveram como alvos durante a manhã pontos de controle militares deixando nove mortos e 24 feridos, em maioria membros das forças de segurança, indicou o Ministério do Interior.

"Foram operações coordenadas que fazem parte de ações terroristas diárias", disse o porta-voz do comandante militar de Bagdá, Qassem Atta, ao comentar os ataques em Bagdá.

Segundo ele, os terroristas estavam disfarçados de funcionários de manutenção de estradas.

Entre as outras vítimas deste dia sangrento, estão um civil e três seguranças do prefeito da cidade de Tarmiya (45 km ao norte de Bagdá), Mohammed Khassem al-Mashhadani, que teve o comboio em que viajava atingido por uma bomba. O prefeito ficou ferido no ataque junto com outras 15 pessoas.

Em Fallujah, antigo reduto da Al-Qaeda a oeste de Bagdá, quatro pessoas, entre elas dois policiais, foram mortas em atentados contra casas de membros das forças de segurança.

Em Iskandariya, 50 km ao sul de Bagdá, duas pessoas foram mortas na explosão de uma bomba em um depósito e dois peshmergas (combatentes curdos) morreram em atentado suicida com carro-bomba próximo a Mossul, 350 km ao norte de Bagdá.

Foram as ações mais violentas no Iraque desde 8 de dezembro, quando pelo menos 127 pessoas foram mortas em cinco atentados em Bagdá.

Os episódios de violência foram registrados no momento em que o governo do atual primeiro-ministro Nuri al-Maliki ainda administra o país, já que o resultado das eleições legislativas ainda não foi validado pela Suprema Corte, e os partidos, que não conseguiram obter a maioria absoluta, ainda não se entenderam sobre a formação de um novo gabinete.

bur-mel/dm/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG