Iraque lidera ranking do terrorismo; Tailândia sobe

Por William Maclean LONDRES (Reuters) - O Iraque continua sendo pelo segundo ano consecutivo o país mais ameaçado por atentados terroristas no mundo, enquanto a Tailândia entrou pela primeira vez na lista dos nove mais, segundo ranking da consultoria Maplecroft.

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O Índice de Risco do Terrorismo mostra que a segurança no Iraque melhorou, mas que a dimensão, impacto e frequência dos ataques ainda fazem do país o mais acometido do mundo pela violência política, com quase 4.500 civis mortos em 2009.

Na Tailândia, a piora se deve a incidentes no sul do país, área de população muçulmana. Em relação ao ano anterior, o país avançou duas posições entre os 196 participantes.

O Afeganistão aparece em segundo lugar no ranking, à frente de Paquistão e Somália. São todos eles lugares considerados de risco extremo, junto com Líbano, Índia, Argélia, Colômbia e Tailândia, que fecham a lista dos nove mais.

A consultoria britânica leva em conta os riscos de atentados, a intensidade da violência (em número de vítimas por incidente), o histórico de extremismo do país e as ameaças feitas contra ele por grupos como a Al Qaeda.

"A cobertura da mídia pode por vezes distorcer as percepções públicas quanto ao risco de terrorismo em um país, ao divulgar ataques com vítimas em massa", disse Eva Molyneux, analista de riscos políticos da Maplecroft. "Entretanto, incidentes terroristas menores muitas vezes não são noticiados, apesar de terem potencial para perturbar operações empresariais e cadeias de abastecimento."

Filipinas (10o. lugar), Territórios Palestinos (11o.), Turquia (14o.), Rússia (15o.), Israel (17o.), Nigéria (24o.) e Espanha (34o.) são considerados países de alto risco. Grã-Bretanha (41o. lugar no ranking), China (43o.), EUA (46o.) e França (56o.) são países de médio risco, segundo o relatório. Entre os países de baixo risco estão Alemanha (81o.), Canadá (116o.) e Austrália (120o.).

Outros países que cuja situação piorou neste ano no ranking incluem:

Grécia: passou de 63o. para 57o. lugar devido a um aumento de pequenos incidentes provocados por radicais de esquerda, tendo como alvos a polícia tributária e outros símbolos governamentais, segundo a Maplecroft.

Iêmen: passou da 29o. para a 22o. posição por causa do aumento nos sequestros e nas ameaças da Al Qaeda.

Irã: saltou de 25o. para 19o. lugar, refletindo a insurgência no Baluchistão e no Khuzestão e o sentimento antigoverno.

China: foi de 54o. para 43o., devido à intensidade de incidentes no período 2008-09, em relação ao biênio anterior.

Egito: passou de 66o. para 54o. lugar, por causa de uma série de pequenos incidentes no final de 2008 e começo de 2009.

(Por William Maclean)

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