Iraque, Índia, México são lugares mais perigosos para a imprensa

GENEBRA (Reuters) - O Iraque continuou no topo da lista dos países mais perigosos para funcionários da imprensa em 2008, seguido pela Índia e pelo México, embora o número de mortes tenha caído significativamente desde o ano passado, mostrou um estudo. Um total de 109 jornalistas e de funcionários de equipes de apoio em 36 países morreu trabalhando na produção de notícias no ano passado, a maioria por causa de seu trabalho, relatou o Instituto Internacional para a Segurança da Imprensa (INSI).

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O número de mortes do tipo foi de 172 em 2007, e a queda se deve ao fato de menos jornalistas terem morrido no Iraque no último ano. O número de mortos no país caiu de 65 para 16, refletindo uma diminuição geral de violência, disse o instituto na terça-feira.

"Jornalistas em muitos países continuam a ser mortos pelo que fazem", disse Rodney Pinder, diretor do INSI, que disponibiliza treinamentos de segurança para repórteres cobrindo situações perigosas.

Desde a invasão liderada pelos EUA em 2003, 252 jornalistas e funcionários da imprensa como tradutores e motoristas morreram no Iraque.

A Índia e o México seguem o Iraque na lista dos lugares mais perigosos para funcionários da imprensa. Cada um dos dois países teve 10 mortes de profissionais da imprensa em 2008.

Oito jornalistas morreram nas Filipinas e sete morreram no Paquistão, de acordo com o INSI.

O INSI também apontou que três repórteres foram mortos nos primeiros quatro dias de 2009 -- dois em um ataque suicida no Paquistão e um a tiros na Somália.

O instituto, baseado em Bruxelas, disse que os jornalistas, incluindo cinegrafistas e fotógrafos, enfrentam perigos diariamente não apenas cobrindo guerras estrangeiras, mas também conflitos de menor intensidade, crimes, e corrupção em seus próprios países.

"Essa continua sendo uma situação intolerável que deve ser enfrentada com determinação pela comunidade internacional. Sem a imprensa livre, o crime e a corrupção irão florescer, prejudicando o desenvolvimento político e econômico para milhões", disse Pinder.

O número total ainda inclui 25 jornalistas que morreram em acidentes.

Os detalhes de todos os incidentes fatais de 2008 e dos anos anteriores estão disponíveis no site do INSI: www.newssafety.com.

(Reportagem de Robert Evans)

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