Iraque expulsa 250 ex-agentes da Blackwater por tiroteio de 2007

O ministro do Interior do Iraque ordenou a expulsão do país de 250 ex-fucnionários da Blackwater - a companhia de segurança americana - presentes no Iraque em setembro de 2007, data de um sangrento tiroteio em Bagdá no qual morreram pelo menos 14 iraquianos.

AFP |

"Enviamos a ordem a 250 ex-agentes de Blackwater, que hoje em dia trabalham para outras companhias de segurança, para que saiam do Iraque nos próximos sete dias e confiscamos deles os vistos de permanência", afirmou nesta quinta-feira o ministro Jawad Bolani.

Ele explicou que os homens expulsos eram agentes de segurança da Blackwater que estavam no país no momento em que cinco de seus colegas atiraram contra populares.

Em 16 de setembro de 2007, agentes da Blackwater que escoltavam um comboio diplomático abriram fogo num cruzamento de Bagdá, matando 17 civis e ferindo mais de 20, segundo o governo iraquiano, ou 14, segundo o Departamento de Estado americano.

A empresa afirmou reiteradamente que os agentes apenas responderam a disparos de que foram alvo. Mas uma investigação iraquiana concluiu que o comboio americano não recebeu nenhum tipo de disparo, nem mesmo pedradas.

O Departamento de Estado emprega agentes da Blackwater em Bagdá para proteger seus diplomatas.

Depois da tragédia, o governo iraquiano chegou a retirar a licença da Blackwater, a maior empresa privada de segurança utilizada pelos Estados Unidos no Iraque, com contratos de centenas de milhões de dólares anuais.

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