Iraque expressa preocupação com declarações de chefe do Exército dos EUA

Bagdá, 22 out (EFE).- O Governo iraquiano expressou hoje sua preocupação pelas declarações do chefe de Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, que lançou uma advertência das conseqüências que representaria para o Iraque não assinar um acordo de segurança com os EUA.

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A inquietação foi anunciada pelo porta-voz do governo iraquiano, Ali al Dabag, em comunicado no qual afirmou que "o Governo do Iraque recebeu com grande preocupação as afirmações feitas pelo almirante Mullen".

Neste sentido, o responsável iraquiano afirmou que este tipo de declarações não são bem recebidas no Iraque.

Além disso, Dabbagh disse que os iraquianos com todas suas forças políticas compreendem sua grande responsabilidade ao avaliar a importância da assinatura do pacto de segurança da forma como o considerarem conveniente.

A este respeito, disse que não se deve impor uma fórmula à liberdade de opção do povo iraquiano, o que torna inadequado se dirigir desta forma aos iraquianos.

Dabbagh respondia desta forma ao almirante Mullen, que ontem advertiu o Iraque das "conseqüências imprevisíveis" sobre a situação de segurança no país árabe caso não seja aprovado o acordo de segurança com Washington.

"O tempo se esgota para nós de forma clara. Quando expirar o mandato da ONU (outorgado aos EUA para que suas tropas permaneçam no Iraque) no final de dezembro, as forças iraquianas ainda não estarão preparadas para manter a segurança do país", declarou o almirante americano.

Além disto, as declarações do porta-voz do Governo iraquiano coincidiram hoje com a chamada do secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, ao Iraque para que assine o pacto de segurança para autorizar a permanência de bases americanas em seu território até o fim de 2011.

O ministro da Defesa americano advertiu também de "conseqüências dramáticas" para o Governo iraquiano em caso de não assinar o tratado.

Ontem, o Governo iraquiano anunciou que aplicará uma série de emendas ao pacto de segurança que negocia desde março passado com os EUA para que seja "mais aceitável" para os iraquianos, foi anunciado hoje oficialmente.

Este convênio regulará o marco legal da atuação das tropas americanas no Iraque quando vencer, no final do ano, o mandato dado pelo Conselho de Segurança da ONU. EFE ah/fal

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