O presidente americano, George W. Bush, chegou neste domingo a Londres para uma visita oficial de dois dias, na penúltima etapa de sua viagem pela Europa, marcada por protestos contra a guerra no Iraque e um grande dispositivo de segurança.

Depois de desembarcar no aeroporto londrino de Heathrow procedente de Paris, Bush e sua mulher, Laura, partiram de helicóptero para o castelo de Windsor (oeste de Londres), onde eram esperados pela rainha Elizabeth II.

Nas ruas dessa pequena área medieval, dezenas de manifestantes convocados pela Coalizão Contra a Guerra exibiam cartazes de denúncia à política de Bush no Iraque e no Afeganistão.

Em Londres, a Coalizão reuniu 2.000 manifestantes. Alguns ativistas também exibiam faixas com pedidos de fechamento da prisão de Guantánamo.

Dentro do castelo, a soberana acompanhou o casal presidencial americano por alguns salões, mostrando algumas das obras-primas em suas paredes.

Depois de tomar chá com a rainha e seu marido, o príncipe Philip, duque de Edimburgo, Bush e a esposa seguiram para um jantar com o primeiro-ministro Gordon Brown e sua mulher, Sarah, na residência oficial londrina de Downing Street.

"Estamos aqui para marcar o fim de um período horrível da história", disse à AFP Mark Gordon, que atribuiu a baixa participação no protesto, em comparação às mobilizações anteriores, ao fato de que "Bush já está de saída".

Na última viagem de Bush a Londres, cerca de 300.000 pessoas foram às ruas para se manifestar contra a intervenção militar no Iraque.

Desta vez, contudo, o dispositivo de segurança foi impressionante, com centenas de policiais mobilizados no centro da capital, impedindo os manifestantes de marchar para Downing Street.

Pelo menos 13 pessoas foram detidas, quando tentavam derrubar o cordão de isolamento instalado pela polícia para impedir a passagem dos ativistas, anunciaram fontes policiais, acrescentando que 1.200 agentes participam do esquema de segurança durante a visita do presidente dos EUA.

Antes mesmo da chegada de Bush, o governo britânico teve de desmentir versões sobre divergências entre Londres e Washington a respeito da retirada das tropas britânicas do país de maioria árabe.

"Não há nenhuma divergência com os Estados Unidos sobre esse tema", garantiu à AFP uma porta-voz de Downing Street, após uma entrevista publicada neste domingo pelo jornal britânico "The Observer", na qual Bush adverte Londres a não comprometer os êxitos obtidos pela coalizão no Iraque com uma retirada prematura das tropas.

"Não há nenhum desacordo entre nós, entre o presidente e o primeiro-ministro Gordon Brown sobre esse assunto. Ponto final", declarou o conselheiro de Segurança Nacional, Stephen Hadley, aos jornalistas que viajavam com Bush.

A imprensa britânica especula que Brown pode anunciar, em breve, um calendário para a retirada dos mais de 4.000 militares britânicos presentes no Iraque.

Na segunda-feira, antes de retornar para Washington, Bush visitará a Irlanda do Norte, onde a Anistia Internacional convocou protestos em Belfast para denunciar a detenção sem acusações, em Guantánamo, leste de Cuba, de suspeitos de terrorismo.

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