Iraque é pelo sexto ano seguido o país com mais mortes de jornalistas

Nova York, 18 dez (EFE).- O Iraque foi em 2008 - e pelo sexto ano consecutivo - o país onde mais jornalistas morreram, embora o número de vítimas tenha sido muito inferior ao de anos anteriores, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês).

EFE |

A organização informou hoje que contabilizou 41 jornalistas mortos no exercício de sua profissão este ano, o que representa uma queda de 37% em comparação com 2007, quando fora registradas 65 mortes.

No entanto, o CPJ ainda investiga 22 mortes para determinar se estão relacionadas com o desempenho de seu trabalho.

"A diminuição no número de jornalistas mortos no mundo todo pode ser atribuída em grande parte ao Iraque, onde as mortes caíram de um recorde de 32 em 2006 e em 2007 para 11 em 2008", explicou a organização em comunicado.

O CPJ, que levou em conta a opinião de jornalistas e analistas, sustentou que o menor número de mortes coincide com uma melhoria geral nas condições de segurança no Iraque, e destacou o aumento das tropas americanas desde 2007 entre os fatores que influíram nessa baixa.

"A presença menos numerosa dos meios de comunicação ocidentais também contribuiu para a diminuição do número de mortes no Iraque", disse o CPJ.

Todos os jornalistas mortos no país em 2008 eram iraquianos e trabalhavam em veículos da imprensa local.

Desde o início da invasão ao Iraque, em março de 2003, 136 jornalistas e 53 colaboradores de meios de comunicação morreram, o que transforma esse conflito no mais perigoso para a imprensa na história recente.

Já em conflitos no Paquistão, Afeganistão, Índia e Sri Lanka morreram no total 13 repórteres, enquanto três perderam a vida quando cobriam conflitos civis na Tailândia.

Outros três morreram em apenas cinco dias enquanto cobriam o conflito entre forças georgianas, russas e locais pelo controle da polêmica região da Ossétia do Sul.

Mais de 90% dos repórteres que perderam a vida no exercício de seu trabalho eram jornalistas locais, e o assassinato continua sendo o principal motivo das mortes: 28 das vítimas foram alvo de ataques, sete morreram como conseqüência de uma situação de combate e seis por cobrir tarefas perigosas como distúrbios sociais e protestos andarilhos.

O CPJ contabiliza um caso apenas quando tem muitos indícios de que um jornalista morreu em represália direta por seu trabalho, em fogo cruzado ou cumprindo uma tarefa de risco. EFE mgl/mh

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