Iraque é o país que menos pune morte de jornalistas, diz ONG

Por Patrick Worsnip NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Iraque é o país do mundo onde há mais impunidade pela morte de jornalistas, mas a situação é ruim também em alguns lugares onde não há guerra, como Filipinas, México e Índia, segundo relatório divulgado na quarta-feira pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ).

Reuters |

Há 79 assassinatos de jornalistas impunes no Iraque, e a maioria das vítimas foi alvo de ataques dirigidos, e não de combates entre as partes em conflito, de acordo com o relatório apresentado na ONU.

O CPJ, com sede em Nova York, preparou o 'índice da impunidade' com base no número de assassinatos não-resolvidos de jornalistas entre 1998 e 2007, dividindo o total pelo número de habitantes de cada país.

O Iraque é o lugar mais perigoso do mundo para a imprensa desde a invasão norte-americana de 2003, segundo o CPJ. Os profissionais iraquianos são as maiores vítimas.

O segundo lugar nesse índice inédito é ocupado por Serra Leoa, que viveu uma guerra civil de 11 anos até 2002. Nove assassinatos de jornalistas permanecem impunes no país, sendo um deles de 2005.

Em terceiro vem a Somália, com cinco casos sem solução. O país vive numa constante instabilidade nos últimos 17 anos.

O relatório lembra que muitos países na lista são democráticos, não estão em guerra e tem polícia e Justiça atuantes. 'Mesmo assim, jornalistas são um alvo regular de homicídios e ninguém é responsabilizado', disse o CPJ.

No México (décimo lugar, com sete casos), o maior risco é dos jornalistas que cobrem o tráfico de drogas, o crime organizado e a corrupção.

A Índia, maior democracia do mundo, tem cinco caso sem solução, todos de jornalistas locais.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG