Iraque e EUA lançam megaoperação contra Al-Qaeda

As forças de segurança iraquianas, apoiadas pelas forças norte-americanas, lançaram nesta terça-feira com cerca de 30.000 homens uma grande operação militar na província de Diyala, baluarte da Al-Qaeda, no nordeste do país, informaram autoridades militares.

Redação com agências internacionais |

"A operação começou na província de Diyala no início desta terça-feira e lançamos ataques em vários bairros de Baquba", sua capital, declarou o general Ragib al-Omeiri, diretor do comando das operações na cidade de Baquba.

"A polícia e as Forças Armadas iraquianas atuam junto com as Forças Armadas norte-americanas", acrescentou.

Megaoperação

Cerca de 30.000 homens das forças de segurança iraquianas de várias regiões do país foram mobilizados em Diyala, indicaram fontes militares, que não detalharam a proporção de militares e de policiais.

A operação "tem como alvo os membros da Al-Qaeda e os elementos criminosos. Seu nome é 'Feliz presságio'", indicou o porta-voz do Ministério da Defesa iraquiano, Mohammed al-Askari.

"A operação 'Feliz presságio' em Diyala é dirigida, planejada e executada pelas forças iraquianas. As forças da coalizão multinacional contribuirão com conselhos, assistência e apoio a pedido dos iraquianos", indicou um comunicado da Força Multinacional no Iraque.

Estava previsto que a campanha começasse em 1° de agosto, mas o início da operação foi antecipado por razões desconhecidas.

Esta será a última de uma série de ofensivas similares em diferentes províncias do Iraque contra rebeldes xiitas e insurgentes sunitas próximos à Al-Qaeda.

Atentados na segunda-feira

Três mulheres-bomba mataram 28 pessoas e feriram outras 92 quando detonaram explosivos nas ruas de Bagdá, em meio a uma procissão realizada por xiitas na segunda-feira, disse a polícia iraquiana.

Na cidade de Kirkuk (norte), um homem-bomba matou ao menos 22 pessoas e feriu outras 150 em uma manifestação contra uma polêmica lei eleitoral, afirmaram autoridades iraquianas das áreas de saúde e segurança.

Os ataques fazem desse um dos dias mais sangrentos dos últimos meses no Iraque e chamam atenção para a fragilidade dos recentes avanços realizados no país, onde o número de incidentes violentos encontra-se em seu menor patamar desde o começo de 2004.


Milhares de peregrinos participam de cerimônia após procissão/ Reuters

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